07 de julho de 2026
Geral

Velocidade

André Tomazela
| Tempo de leitura: 3 min

Apaixonado por velocidade

Texto: André Tomazela

Airton Antônio De Conti Daré. Talvez pelo nome inteiro, ninguém reconheça esse bauruense que vem se destacando nas corridas de Fórmula Indy. Mais conhecido como Daré, o piloto mora atualmente nos Estados Unidos, onde possui um apartamento em Miami, e de onde vem, quando tem um tempo livre de mais de duas semanas, para o Brasil. Tempo livre

é o que falta, atualmente, para ele, que confessa que pouco fica em seu apartamento. "Eu chego de uma corrida, volto a Miami na segunda-feira e, na quarta-feira, já tenho que fazer as malas, de novo para viajar para outra corrida. Isso porque este ano está mais tranqüilo. O campeonato só tem nove corridas. Mas no ano que vem, a previsão é de 14 corridas", comenta.

A história da vida do piloto mostra que a paixão por veículos motorizados começou bem cedo, aos 10 ou 12 anos. "Eu sempre gostei de veículos motorizados, de motos, de jet sky e carros. Desde que eu me lembro, eu gosto de carros. Eu sempre tive mobilete, como todo mundo teve. Eu lembro que quando a minha família ia para a fazenda, o meu pai sempre deixava eu dirigir o carro dele. Eu tinha 10 anos de idade e quase não alcançava o volante, mas ele já deixava eu guiar lá na fazenda", conta.

E foi aos 12 anos de idade que o jovem Daré começou a correr de jet sky, esporte no qual foi seis vezes campeão paulista e seis vezes campeão brasileiro, tendo disputando campeonatos até o começo de 1997, ano de sua mudança para os Estados Unidos.

"Eu sempre quis correr de carro, então eu comecei, ainda aqui no Brasil, a correr de Fórmula Uno. A melhor posição que eu cheguei foi em sexto lugar, no meu primeiro ano de pista", explica. Depois da Fórmula Uno, o piloto fez um ano e meio de Fórmula Chevrolet, na qual obteve segundo lugar em Vitória. Já nos Estados Unidos, Daré teve a chance de fazer um teste para correr na Fórmula Indy Light, que é uma categoria anterior a Fórmula Indy. "Me dei bem no teste e passei três anos lá, correndo nesta categoria. Ganhei duas corridas, peguei vários pódios e, no final do ano passado, tive a oportunidade de me transferir para a Indy, que é a categoria maior de lá", diz o piloto.

Com oito corridas disputadas até o momento, Daré terminou apenas três, em função da quebra do motor e do câmbio. Nas três terminadas, as classificações obtidas foram 11.º, 10.º e 2.º Correndo pela equipe Team Xtreme, que é uma equipe nova, com apenas dois anos de existência, o piloto acha que podia estar bem melhor colocado na classificação do campeonato. "Eu podia estar muito melhor no campeonato do que estou agora, se não fossem as quebras dos motores e do câmbio", desabafa.

A próxima corrida já está marcada para o próximo dia 15, em Dallas. Trata-se da última etapa do campeonato no qual Daré está em 16º. Em compensação, o piloto está liderando o campeonato Hook of the Year, do estreante do ano, com 2 pontos.