07 de julho de 2026
Geral

Asfalto

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

Nações e Rodrigues estão com asfalto vencido

Texto: Rose Araujo

As duas principais avenidas de Bauru - Rodrigues Alves e Nações Unidas -, em certos trechos, parecem uma colcha de retalhos. São muitos os remendos e os buracos e, a cada chuva, a situação piora. A força das águas, que não encontram escoadouro, e a validade vencida da pavimentação são as principais causas desse problema.

De acordo com o secretário municipal de Obras, Edmilson Queiroz Dias, cada via tem um problema particular e precisa de tratamento diferenciado.

Na Nações Unidas, por exemplo, as galerias de águas pluviais são as grandes vilãs. "O problema da Nações Unidas não é o asfalto.

É a falta de espaço para escoamento da água da chuva", disse.

A avenida foi construída em um vale. O córrego das Flores, que corta a via e hoje está canalizado, recebia a água que vinha das laterais da avenida e dava conta do recado. Com a construção da avenida e o progresso dos bairros localizados nas enconstas, ficou pequena a vazão para as águas das chuvas, o que resulta em enchentes e quebra do asfalto. "A avenida recebe água até da rodovia Marechal Rondon. E, como tudo está asfaltado em torno dela, a água não penetra na terra, descendo com força total e arrancando o asfalto", disse.

Nesse caso, Dias indica que a solução não está no recapeamento, mas sim no tratamento do problema da chuva. Ele diz que a construção de Reservatórios de Contenção de Águas Pluviais - os conhecidos piscinões - seria uma maneira de acabar com o problema constante da via, que é chamada de "cartão-postal" de Bauru. O secretário coloca essa obra como uma das metas de sua pasta, mas lembra que só deverá cuidar disso a partir de 2002. "O orçamento do ano que vem está muito apertado", disse.

No entanto, mesmo que os piscinões resolvam o problema das chuvas, a Nações Unidas terá que ser revitalizada através de um recape, pois os constantes remendos dificultam o trânsito no local.

Já a avenida Rodrigues Alves é um caso à parte. Todas as linhas de ônibus passam pela via, no trecho localizado na região central. Com isso, em algumas quadras, o motorista sente-se como se estivesse num "tobogã", devido à ondulação do asfalto.

Dias defende-se, dizendo que isso não é culpa da atual administração. Ele destaca que o problema da via é que ela não recebeu um tipo de asfalto adequado para o trânsito hoje existente. "A Prefeitura tem condições de projetar o tipo de pavimentação que será suficiente para cada tipo de rua. Mas, isso não foi feito na Rodrigues Alves", disse.

De acordo com ele, seria necessário refazer totalmente o asfalto no trecho central da avenida, mudando inclusive a base.

"O ideal seria colocar concreto asfáltico, mas é um trabalho que demandaria muito dinheiro", salientou.

Como a verba é sempre escassa, o secretário sugeriu soluções alternativas. Para ele, um remanejamento do trânsito de coletivos já ajudaria a resolver o problema. "Com a abertura de novas avenidas, como a Jânio Quadros e a Nuno de Assis, pode ser estudada uma maneira de aliviar a Rodrigues Alves, diminuindo o tráfego. Isso já seria suficiente para aumentar a durabilidade do asfalto do local", disse.

Saindo da região central e seguindo para os bairros, o que se vê também não é nada satisfatório. A situação, aliás, chega a ser desoladora. Asfaltos que não existem mais, ruas esburacadas, lixo por toda a parte. Os moradores ficam praticamente isolados.

Dias critica a pavimentação feita no Jardim Ferraz, por exemplo. Para ele, o asfalto não foi executado dentro de técnicas adequadas, o que resultou em buracos, remendos e até erosões. "Em determinadas ruas, o asfalto foi totalmente perdido", salientou.