Em Confiança
Leonardo de Brito
GOLEADA ALIVIA
Sem dificuldade alguma a Seleção Brasileira apresentou um melhor futebol, respaldado pelo entrosamento dos jogadores do Vasco, e goleou a Venezuela. Com a vitória, o Brasil chegou a 17 pontos e assumiu a vice-liderança das Eliminatórias. O Paraguai, que na noite de sábado derrotou a Colômbia por 2 a 0, tem o mesmo número de pontos, mas a Seleção leva vantagem no saldo de gols: 11 contra apenas cinco dos paraguaios. Em apenas dois jogos pelas Eliminatórias (contra Bolívia e Venezuela), Romário assumiu a liderança da artilharia, com sete gols. E o Baixinho tinha razão: a Seleção sob o comando interino de Candinho não tinha nada a ver com a equipe olímpica e o fiasco em Sydney. Muito menos poderia ser pré-julgada pela campanha irregular nas Eliminatórias. E a obviedade da declaração do atacante vascaíno veio com a tranqüila goleada, apagando ao menos temporariamente
- levando-se em consideração o péssimo time da Venezuela - as pífias exibições da equipe comandada por Wanderley Luxemburgo. Após a vergonhosa eliminação nos Jogos Olímpicos, o adversário pelas Eliminatórias e o histórico dos confrontos - 13 vitórias brasileiras em 13 jogos, sendo que em apenas dois não houve goleada
- não poderiam vir em melhor hora. Apesar das muitas facilidades, o Brasil parou depois de fazer 6 a 0. Enquanto a Venezuela esperava apenas por uma ou outra cobrança de falta, para tentar o gol de honra, o Brasil passou a tocar a bola, satisfeito com o resultado, que na verdade não resolveu de vez as coisas, mas pelo menos amenizou a situação que era caótica.
TRICAMPEÃO
Eu tinha quase a certeza de que Michael Schumacher quebraria no Grande Prêmio do Japão, o jejum de 21 anos sem título da Ferrari. Não deu outra. E com a vitória, o piloto alemão ficou com 98 pontos e não pode mais ser alcançado por Mika Hakkinen, da McLaren, com 86 pontos, mesmo que o finlandês ganhe o GP da Malásia, no dia 22, o último da temporada de Fórmula 1. Michael Schumacher foi o pole da corrida, mas largou mal. Hakkinen saiu na frente, assumindo a liderança. Rubens Barrichello, por sua vez, não foi bem na largada e caiu do quarto para o sexto lugar. Hakkinen e Schumacher fizeram uma corrida à parte dos demais pilotos, devido ao ritmo mais veloz. A partir da 20ª volta começou a chover em Suzuka. Com pista escorregadia, Schumacher partiu para cima de Hakkinen, diminuindo para menos de um segundo a vantagem do piloto da McLaren. Mas foi entre as voltas 37 e 40 que tudo acabou decidido. Na 37ª volta, Hakkinen fez sua segunda parada nos boxes em 7s4. Schumacher aproveitou para aumentar a vantagem. Na 40ª volta, o alemão foi para a sua segunda parada no box. A Ferrari agiu rápido, trocou os pneus em seis segundos e Schumacher voltou em primeiro, com quatro segundos de vantagem sobre Hakkinen. A chuva aumentou e o piloto da McLaren não conseguiu superar o piloto da Ferrari, que aumentou a vantagem sobre o rival e festejou o tricampeonato mundial. Michael Schumacher é o melhor mesmo.
CONTRA-ATAQUE
Roberto Carlos resolveu contra-atacar. Revoltado com Romário, o jogador do Real Madrid considera que o atacante é o responsável por não estar mais sendo convocado. Além disso, segundo o jornal "A Bola", de Portugal, o lateral acusou o Baixinho de ser conspirador. Roberto Carlos disse ainda que Romário tem a intenção de ser o próximo técnico da Seleção Brasileira, em substituição a Wanderley Luxemburgo.
INSATISFAÇÃO
A má campanha do Barcelona no Campeonato Espanhol levou o clube à crise e está deixando Rivaldo intranquilo. Insatisfeito com as críticas que ele e os companheiros vêm sofrendo, Rivaldo ameaçou deixar o Barça, e chegou a dizer que abriria mão de todo o dinheiro que está recebendo para ficar apenas onde o queiram. Segundo o meia brasileiro, estão dizendo muitas inverdades ao seu respeito, e sua principal irritação é por duvidarem da lesão no tornozelo, que ele afirma ter.
DEMISSÃO
A derrota de sábado para a Portuguesa, foi o último capítulo na história de Oswaldo Alvarez no Corinthians. O treinador foi demitido ontem depois de quatro meses de trabalho e poucos resultados positivos. Vadão foi contratado para substituir Oswaldo de Oliveira mas encontrou um time em processo de reformulação e não conseguiu montar uma equipe competitiva. Nas últimas semanas a diretoria contratou Muller, Djair, Sheidt, Rogério e Assis, reforços que não ajudaram a segurar o emprego de Vadão, que se tornou famoso quando dirigiu o Mogi Mirim no Campeonato Paulista e montou o carrossel caipira. É lógico que quando um time não vai bem o primeiro a pagar o pato é o técnico. O remédio é mudar mesmo. Só Giba consegue se manter no cargo. Não entendo a direção do Santos.
QUE PENA
Num dos melhores jogos do Campeonato Paulista de Basquete, "eletrizante", segundo os narradores da Auri-Verde e 710, o Tilibra-Copimax caiu em Santos. Mas caiu de pé, diante da Unisanta, por dois pontos de diferença. A equipe comandada por Guerrinha jogou muito bem, e mesmo desfalcada de importantes titulares, chegou a ser superior ao time da casa, que acabou vencendo nos detalhes.
BOCA DE SIRI
Levir Culpi perdeu a boa chance de ficar calado. Deitou falação em Romário e se queimou em termos de Seleção. Sábado, o São Paulo, time de Levir, levou de cinco do Vitória, e no dia seguinte, Romário fez quatro gols para a Seleção. Em boca fechada não entra mosquito.
MEMÓRIA
Copa do Mundo de 78, decisão do terceiro lugar: Brasil 2 x Itália 1, em Buenos Aires, gols de Nelinho e Dirceu. Causio descontou. Brasil: Leão; Nelinho, Oscar, Amaral e Rodrigues Neto; Batista, Cerezo (Rivelino) e Jorge Mendonça; Gil (Reinaldo), Roberto Dinamite e Dirceu. Itália: Zoff; Cuccureddu; Gentile, Scirea e Cabrini; Patrizio Sala, Causio, Antognoni (Claudio Sala) e Maldera; Paolo Rossi e Bettega.