08 de julho de 2026
Geral

Comentário econômico

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 4 min

Economia&Negócios

Paulo Toledo

Preços

Os preços agrícolas variaram 4,99% na primeira semana de outubro. Isso

representa aumento de 0,42 pontos porcentuais no Índice de Preços Recebidos (IPR) pelos agricultores paulistas, em relação ao fechamento de setembro, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA).

Eletroeletrônicos

As importações de produtos eletroeletrônicos atingiram US$ 1,1 bilhão em agosto, 11% a mais que julho. Este é o maior valor importado desde janeiro de 1999. O volume representa incremento de 27% sobre agosto de 1999, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Frango

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco), os produtores de frango deverão reduzir em 6,12% o alojamento de matrizes de corte ainda este ano, ou seja, um total de 27,350 milhões de cabeças. Para 2001, o volume deverá subir 5,67%, chegando a 28,900 milhões. Ainda segundo a entidade, somente em 2002 o setor deverá voltar aos índices de 1999, quando foram alojadas 29,132 milhões de cabeças. Na avaliação da Apinco, com o alojamento se adequando à realidade da produção, a atividade ganhará a possibilidade de respirar com mais saúde.

Cheque especial

A taxa média de juros para o cheque especial do início de outubro não sofreu alteração em relação

à do mês anterior, segundo pesquisa da Fundação Procon-SP, realizada nos dias 3 e 4 desse mês. Entre os 14 bancos pesquisados, a menor taxa para o cheque especial foi a do BBVA (7,50% ao mês) e a maior foi cobrada pelos bancos Santander e Bandeirantes (9,90% ao mês).

Crédito Pessoal

A pesquisa do Procon-SP mostrou também que a taxa média mensal de juros do empréstimo pessoal ficou em 4,29% no início de outubro, com uma queda de 0,03 ponto percentual em relação a setembro. Entre os 14 bancos pesquisados, a menor taxa foi a do BBVA (2,90% ao mês), enquanto a maior foi a do Itaú (4,90%).

Tecnologia da Informação

A Tecnologia da Informação está em primeiro lugar, ao lado de Publicidade e Editoriais, no ranking de fusões e aquisições do terceiro trimestre de 2000, de acordo com estudos da KPMG. Foram registradas 12 operações no setor e o capital estrangeiro esteve presente em 67% delas. No geral, o trimestre fechou com 84 negócios concretizados.

Atraindo investimentos

A Big Dutchman, fornecedora de poedeiras e equipamentos com sistemas automatizados para a alimentação de suínos, tem pronto o projeto de sua primeira fábrica no Brasil a ser instalada, provavelmente, na região de Curitiba e que deve atender, de imediato, o Mercosul. Ainda existem

dúvidas em relação às linhas de produtos que a companhia irá industrializar. A abertura no Brasil faz parte da expansão global da empresa que começou este ano com a inauguração de uma fábrica na China, com características similares a futura unidade brasileira.

Capital alemão

De capital alemão, a Big Dutchman tem 18 unidades, em 14 Países, e fatura US$ 250 milhões. Os investimentos no Brasil vêm através da Avimec Indústria e Comércio de Equipamentos, de Caxias do Sul, a qual possui o controle de um terço.

Alcoa

A Alcoa acaba de concluir negociações para aquisição de 100% das cotas da Itaipava Industrial de Papéis, empresa de embalagens flexíveis produzidas com folhas de alumínio e papel. Este negócio faz parte da estratégia da companhia de ampliar sua participação no mercado de conversão, ou seja, de transformação de alumínio para utilização em embalagens flexíveis, no qual ingressou este ano com a incorporação da Reynolds Metals Company, um dos maiores fabricantes deste segmento no mundo.

Latas de aço

Três fabricantes brasileiras de latas de aço - Matarazzo, Rimet e Olvebra - se uniram para reduzir custos, eliminar dívidas fiscais e vencer a crise financeira. O faturamento anual previsto para a nova organização soma cerca de R$ 300 milhões. As três indústrias têm dívidas com bancos, governos e com a principal fornecedora de matéria-prima

(folha de flandres), a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).

GM e Fiat

A General Motor e a Fiat estão discutindo uma possível compra em conjunto da fabricante de automóveis sul-coreana Daewoo Motor. A possibilidade da compra não é uma surpresa. No dia em que a Ford Motor desistiu de adquirir a Daewoo, a GM havia afirmado que ainda estava interessada na companhia, que enfrenta graves problemas financeiros. Mesmo com muitas dívidas, a Daewoo é considerada atrativa por ser porta de entrada no mercado automotivo da Coréia do Sul e do restante da

Ásia.