07 de julho de 2026
Geral

Explosivos

Ieda Rodrigues
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PM apreende "explosivos" em ferrovia

Texto: Ieda Rodrigues

A Polícia Militar apreendeu, ontem à noite em Bauru, uma grande quantidade de artefatos explosivos que, antigamente, eram usados para testar a resistência dos trilhos de ferrovias. O explosivo do artefato, segundo a polícia, é suficientemente forte para causar sérios ferimentos em quem, desadvertidamente, porventura viesse a detoná-lo usando um instrumento pesado qualquer.

Os artefatos explosivos estavam em uma mala e uma caixa de latão, num total estimado em mais de 500 unidades. O material foi apreendido quase que por acaso. Os policiais da viatura Supervisor Força de Apoio da Base Centro estavam em patrulhamento de rotina pela rua Ezequiel Ramos, nas imediações dos barracões da Ferroban quando avistaram um homem em atitude suspeita e resolveram abordá-lo.

O homem saiu correndo, deixando para trás uma mala de couro cheia de artefatos que logo os policiais perceberam tratar-se de explosivos usando antigamente em ferrovias. Em função do risco, o material foi apreendido e os policiais foram até os barracões abandonados da Ferroban, onde encontram uma caixa de latão aberta contendo o mesmo tipo de objeto.

A caixa com os artefatos, que parecia ter sido aberta recentemente, também foi apreendida. Informações obtidas pelo sargento Miguel Ângelo Cabreira, comandante da Base Comunitária Centro, junto a funcionários da Ferroban, são de que os artefatos apreendidos não são mais usados na ferrovia. Eles disseram à polícia que não sabiam da existência do material.

De acordo com os policiais, antigamente os artefatos eram usados para testar a resistência dos trilhos antes da passagem dos trens e como sinalizador. No entanto, teriam saído de uso justamente pelo risco de acidentes. Um dos artefatos é datado de 1951. Cabreira chamou a atenção para o risco de uma criança, achando tratar-se de brinquedo, tentar abrir o artefato usando um instrumento qualquer e detonar a explosão.

"É uma arma", disse.

Devido ao risco de acidente, o sargento Cabreira pede a quem porventura tenha em seu poder o mesmo tipo de artefato que o entregue à polícia. Os artefatos apreendidos devem ser encaminhados para a Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), que definirá qual fim dar aos objetos.