08 de julho de 2026
Geral

Comentário econômico

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

Em Confiança

Leonardo de Brito

FECHO DE OURO

A largada não foi boa para o alemão, como havia acontecido em Suzuka. Mas Michael Schumacher acabou cumprindo o que parece ser uma rotina dominical e venceu o Grande Prêmio da Malásia - última prova da temporada, disputado no Autódromo de Sepang. Foi a quarta vitória consecutiva do novo campeão mundial e a nona da temporada, igualando o recorde dele mesmo em 1995, na Benetton, e de Nigel Mansell, em 1992, na Williams. Schumi chegou à 44ª vitória na carreira. Rubens Barrichello fez bonito, ficando em terceiro lugar, atrás do escocês David Coulthard, da McLaren. Com o resultado obtido na madrugada brasileira de ontem, a Ferrari confirmou o bicampeonato do Mundial de Construtores. Foi o décimo título da equipe de Maranello, que se isolou como a maior vencedora da Fórmula 1, superando os nove títulos da Williams. Além disso, os italianos alcançaram outra marca: pela sexta vez na história, uma escuderia marca pontos em todas as provas da temporada - as outras foram a Williams (93), a Benetton (92), a Lotus (63), a BRM (62) e a Cooper (61). Um fecho de ouro da Ferrari para uma temporada fantástica.

VEXAMES

O Corinthians voltou a dar vexame, ao perder para o Fluminense por 3 a 1, no Pacaembu. Jogando com raça, habilidade e disciplina tática, o Flu mereceu vencer, e além de aumentar a crise da equipe do Parque São Jorge, deu um grande passo para se classificar à próxima fase da Copa João Havelange. O ao Alvinegro, volta a ser chamado de "faz-me rir" - como no início dos anos 60,

época em que adorava reabibilitar os adversários. Faz tanto tempo que o Corinthians não vence que já perdi a conta. Os próprios adeptos da Fiel já não estão nem aí. Palmeiras, por sua vez, apanhou da Ponte Preta em Campinas. Aliás, a Macaca voltou a vencer e em grande estilo (5 a 1), chegando à nona colocação na Copa João Havelange, com 28 pontos. O Palmeiras continua na briga pela classificação, com 24 pontos. Na sua

última atuação em Campinas, a Ponte havia perdido para o Atlético-PR por 1 a 0, sua única derrota em casa.

FASE RUIM

A fase do Santos é tão ruim, que até o árbitro atrapalha. Na derrota do Peixe para o Goiás, logo no primeiro minuto de partida, o goiano Túlio cometeu pênalti, ao desviar um cruzamento com o braço. Na sequência houve um rápido contra-ataque, André Luís dominou mal um cruzamento rasteiro e entregou a bola nos pés de Evair. O veterano atacante agradeceu o presente, girou e fez 2 a 0. O Goiás venceu por 3 a 1, mas merecia um placar mais folgado. Giba saiu, e vamos ver agora se o time melhora, porque da forma como as coisas andam, o milionário time santista dificilmente avançará na Copa João Havelange.

VACILIDAS

O São Paulo ganhava tranquilamente do Guarani de 2 a 0, mas acabou permitindo o empate. Se tivesse mantido a vantagem, estaria agora dividindo a liderança com o Cruzeiro. Assim como o Bugre, o Botafogo conseguiu um bom resultado, empatando em 2 a 2 com o Sport - do técnico da Seleção Brasileira, Émerson Leão -, na Ilha do Retiro. O Sport também deu uma vacilidade, porque vencia por 2 a 0.

O MAIS COTADO

O favorito para assumir o cargo de técnico do Santos é Paulo César Carpegiani, embora os nomes de Renê Simões e Oswaldo Alvarez também estejam cotados. Esses dois últimos foram oferecidos ao Santos por empresários. Já Carpegiani admitiu ontem ter sido procurado pelos dirigentes praianos. Há um problema que vem retardando o acerto. De acordo com a proposta do Santos, o contrato de Carpegiani iria até o término da Copa João Havelange. O técnico, porém, disse que não aceita e solicitou um prazo mais longo. A definição poderá levar alguns dias, pois o presidente do Peixe, Marcelo Teixeira, está em Miami.

LOBO NA GÁVEA

A rotina de derrotas do Flamengo na Copa João Havelange prosseguiu sábado, no Canindé. O time carioca jogou mal, foi derrotado pela Portuguesa e acumulou seu quinto tropeço consecutivo na competição. Como nos três jogos passados, o Flamengo começou ganhando, mas permitiu que a Lusa virasse o placar. O resultado culminou com a dispensa de Carlinhos e a contratação de Zagallo. O velho Lobo terá que trabalhar muito para recuperar o Rubro-Negro, além de precisar contornar outra crise existente no clube, provocada por uma verdadeira guerra de estrelas.

OSSO DURO

Único clube paulista na terceira fase do Módulo Amarelo, o São Caetano tem no Náutico um osso duro de roer, esta noite, no Recife. Para o jogo nos Aflitos, o São Caetano não terá problemas. Porém, espera um bom resultado para não jogar sob pressão no jogo de volta, no Parque Antarctica. O time pernambucano teve altos e baixos na primeira fase e tenta agora, demonstrar regularidade para continuar na competição e disputar uma das três vagas da fase oitavas-de-final da Copa João Havelange, quando cruzaria com equipes do Módulo Azul.

DÁ-LHE TILIBRA

Depois de vencer tranqüilamente a Hebraica, o Tilibra-Copimax tem pela frente um adversário mais difícil esta noite, pelo Campeonato Paulista de Basquete. A equipe bauruense defende a liderança fora de casa, contra o Mogi/Valtra, que está em sexto lugar, mas vem crescendo de rendimento. Mesmo assim, aposto na vitória do Tilibra.

MEMÓRIA

Copa do Mundo de 62, no Chile: Brasil 3 x Inglaterra 1, em Viña del Mar, gols de Garrincha (2) e Vavá. Hitchens descontou. Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagallo. Técnico: Aimoré Moreira. Inglaterra: Springett; Armfield e Wilson; Bob Moore, Norman e Flowers; Douglas, Greaves, Hitchens, Haynes e Bob Charlton. Técnico: Walter Winterbottom.