07 de julho de 2026
Geral

Crise

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 3 min

Nilson culpa País pela crise da saúde

Texto: Fabiano Alcantara

O prefeito de Bauru, Nilson Costa (PPS), negou ontem que existam irregularidades no Pronto Socorro Central. "Há deficiências como em todo setor de saúde do País. A saúde do País está doente, não é a de Bauru. O Pronto Socorro (Central) tem um atendimento, agora, há um acúmulo. Como é que nós vamos resolver? Não é com discurso, não é com críticas, nós vamos resolver com trabalho", disse. "Em cima de um caso como esse (do estudante) levanta-se um caos. Desmerece-se tudo que está sendo feito", afirmou.

Ele também reclamou do fato de Bauru atender doentes de toda região. "É muito cômodo para um prefeito da região que ele tenha o seu doente, ele põe na ambulância, manda para cá e resolveu o seu problema. Agora, o problema do atendimento é nosso", disse.

Para o prefeito, "medidas concretas" estão sendo feitas para melhorar o sistema de saúde da cidade. O prefeito citou a intenção de entregar, no mês que vem, um núcleo de saúde na região do Parque Jaraguá e Santa Edwirges. "Inauguramos recentemente o núcleo de saúde da Vila São Paulo. Estamos ampliando os núcleos de saúde do Gasparini e Beija-Flor. No ano que vem, está planejada a construção do pronto socorro do Geisel", disse.

O prefeito afirmou que autorizou a secretária de Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes, a adotar a gestão plena de saúde. "O que não se fala é das deficiências da saúde na área que cabe ao Estado e à União, a área hospitalar. Se não há uma UTI no Hospital de Base não é responsabilidade da Prefeitura", afirmou.

Segundo Nilson, com a gestão plena a Prefeitura de Bauru passaria a ter responsabilidade não só com o atendimento básico, que envolve pronto socorros e núcleos de saúde, mas também da área hospitalar. "Pedimos

à secretária da saúde que mantenha contato com experiências de municípios que tenha a adoção da integração dos núcleos de saúde e adoção, também, de uma ficha para cada cidadão, para que ele tenha acesso para qualquer pronto socorro, de imediato, e que o histórico de saúde seja revelado no momento que o médico vá atendê-lo, através da informatização dos atendimentos nos núcleos de saúde", afirmou.

Para adotar a gestão plena, o prefeito disse que depende da viabilização do repasse de recursos federais para a cidade. "Nós não seremos malucos a ponto de assumir a gestão sem que se agregue aos nossos recursos aquilo que está sendo destinado hoje aos outros órgãos", disse. "A legislação nos permite fazer isso, apenas nós estamos com a cautela para, de repente, não ficarmos com o mico na mão de multiplicarmos os problemas e não multiplicarmos os recursos. Aí seria pior para a população", completou.

Equipamentos quebrados

Em relação à denúncia de que há uma série de equipamentos que não funcionam no Pronto Socorro Central, Nilson admitiu a falha, mas disse que o problema

é "secular". "Você pega os órgãos estaduais e federais e é a mesma coisa. Os equipamentos sofrem defeitos e nem sempre você tem no poder público recursos para poder socorrer de imediato. Você depende de fazer licitações, de aguardar prazos... Isso é um problema da burocracia do poder público", afirmou.