07 de julho de 2026
Geral

Racionamento

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 2 min

Chuva evita rodízio de água em Bauru

Texto: Fabiano Alcantara

Ipmet prevê tendência de volta de chuvas na sexta-feira, o que deixaria ainda mais longe a possibilidade da adoção de racionamento na cidade

A chuva no começo da noite de anteontem foi suficiente para evitar que os moradores de Bauru sofram com a falta de água. A situação pode voltar a ser ameaçadora caso não volte a chover e a temperatura permaneça alta. O Instituto de Pesquisas Meteorológicas (Ipmet), no entanto, tem previsões animadoras para quem não quer ficar sem água, mesmo que isso represente chuvas no começo do final de semana. Na sexta-feira, a chegada de uma frente fria deve trazer chuvas e trovoadas. De acordo com o Ipmet, no sábado a tendência ainda é de chuvas e trovoadas, na parte da tarde, com a melhora do tempo até o final do dia.

O presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Sérgio Macedo, disse ontem que desde dezembro do ano passado, a situação do abastecimento não ficava tão crítica. O DAE chegou a pensar na implantação de um sistema de rodízio na cidade. Cerca de 120 mil moradores de bairros que recebem água proveniente da captação do rio Batalha seriam atingidos. Os bairros seriam: Vila Falcão e região, Vila Independência e região, Altos da Cidade, Jardim Estoril, Marambá, Higienópolis, Vila Cardia, Jardim América, Jardim Europa e Centro. O restante da cidade é abastecida por 27 poços artesianos.

Com o tratamento de 43 milhões de litros de água por dia, a Estação de Tratamento de Água

(ETA) do rio Batalha trabalha no limite da sua capacidade. Do rio, são captados mil litros por segundo. Devido à estiagem, o volume de captação chegou a 650 litros por segundo. Para ocorrer o racionamento, teria que cair para 350 litros. Se não chovesse anteontem, o DAE deveria anunciar o racionamento ontem.

"A chuva contribuiu, mas a população também. Só conseguimos suportar este período mais crítico porque a população economizou água", afirmou Macedo. "Quando há desperdício, não há água que chegue", completou. O presidente do DAE pediu que a população mantenha a economia de água porque a situação pode voltar a se complicar. "Não sabemos por quanto tempo isso vai se manter", alertou.