Assinatura falsa liberava carro apreendido
Texto: Ieda Rodrigues
A Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) de Bauru constatou, ontem à tarde, que veículos apreendidos pela polícia vinham sendo retirados irregularmente do Pateo Bauru, mediante falsificação da assinatura do diretor da 5.ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), delegado Abel Fernando Paes de Barros Cortez.
No pátio, ficam os veículos apreendidos pela Polícia Militar e pela própria Ciretran, por apresentar alguma irregularidade. Para retirada do veículo, além de sanar a irregularidade, o proprietário precisa pagar a multa devida e taxa referente aos dias que o veículo ficou no pátio. Falsificando a assinatura do diretor da Ciretran, o veículo era retirado sem que as irregularidades fossem sanadas e multas e taxas pagas.
Investigando suspeita da falsificação da assinatura já há algum tempo, ontem à tarde policiais da DIG/Garra
surpreenderam Sidinei Alves Maciel tentando retirar um carro do Pateo Bauru usando uma guia da Ciretran com assinatura falsificada. Maciel, que é proprietário de uma funilaria no Núcleo Gasparini, foi preso em flagrante por uso de documento falso e seria encaminhado à Cadeia Pública de Bauru.
Se condenado, poderá pegar de dois a seis anos de reclusão. O carro que ele tentava retirar do pátio, o Tempra preto, ano 94, placas BQS 8828, de Bauru, só poderia ser liberado após o pagamento de quase R$ 6 mil em multas e taxas. Maciel negou que tenha falsificado a assinatura do diretor da Ciretran.
Em seu depoimento, disse que havia comprado o veículo, sabendo que estava apreendido, e que o documento para retirá-lo havia sido enviado a ele, por sedex, por um despachante de São Paulo. Provavelmente, foi o alto valor de multas e taxas a pagar que incitou a falsificação da assinatura do diretor da Ciretran. Cortez verificou o documento e disse que a falsificação de sua assinatura é grosseira.
O diretor da Ciretran, antes do flagrante de ontem, havia constatado outras três falsificações de sua assinatura para liberação de veículos apreendidos. No entanto, as falsificações foram percebidas somente após os veículos terem sido liberados. Agora, a DIG/Garra está investigando os três casos, na tentativa de apreender os veículos liberados irregularmente, explicou o delegado J.J. Cardia, titular da delegacia.
Nas investigações, Cardia vai tentar descobrir se há relação entre os quatro documentos com assinaturas falsificadas - o de ontem e os três apreendidos após a liberação dos veículos. O delegado também quer chegar ao autor ou autores das falsificações.
Rapaz é preso por tentativa de estupro
Reginaldo João Barbosa, 22 anos, foi preso ontem à tarde sob acusação de tentar estuprar L.P.S.A., 13 anos, no Núcleo Gasparini. Ele teria saído de um matagal existente no bairro e surpreendido a menina, já com os órgãos genitais à mostra.
O rapaz teria tentado arrastar a garota para o mato, mas foi visto por um motorista de ônibus. O motorista socorreu a garota e chamou a Polícia Militar. Policiais da Base Comunitária Leste, acionados via Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), foram para o Gasparini. Com base em informações dadas pela vítima, os policiais chegaram a uma casa, no próprio bairro, onde Reginaldo estava.
De acordo com a PM, um amigo de Reginaldo que estava na casa chegou a entrar em luta corporal com os policiais para que o acusado não fosse preso. Detido, ele foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde foi autuado em flagrante por tentativa de estupro e seria encaminhado à Cadeia Pública de Bauru. Se condenado, poderá pegar de seis a dez anos de prisão, com redução de um terço por se tratar de fato não consumado.
Polícia descarta homicídio no caso de engenheiro que caiu do prédio
A polícia descartou a hipótese de homicídio na morte do engenheiro Luís Carlos dos Santos Araújo, 38 anos, na última segunda-feira, após ouvir a tia da vítima e testemunhas do caso. Ele morreu ao cair do 12.º andar de um prédio residencial localizado na quadra 16 da rua Araújo Leite, no Centro.
A tia da vítima, dona do apartamento onde o rapaz estava quando morreu, disse à polícia que ele se jogou da sacada, não havendo tempo para impedi-lo. Ela contou que Araújo chegou a sua casa, muito nervoso. Quando ela retornava à sala com um copo d'água para dar ao sobrinho, deparou-se com ele numa cadeira, ao lado da sacada. Ela disse que ainda tentou segurá-lo, mas não conseguiu.