07 de julho de 2026
Geral

Cemitério vertical

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Empresários vão investir R$ 12 mi para concluir cemitério vertical

Texto: Rose Araujo

A obra deve ser entregue daqui a um ano e meio; comercialização dos lóculos começa semana que vem

O grupo de empresários que assumiu a obra do cemitério vertical da Vila Cardia - o Memorial Bauru - estão prevendo gastos na ordem de R$ 12 milhões para concluí-la. Eles assumiram a construção da necrópole em março deste ano e já ergueram as paredes do sub-solo e do térreo. "Daqui a um ano e meio deveremos estar entregando o cemitério à população de Bauru", disse José Antonio Volpato, representante dos empresários (que preferem não ter o nome divulgado).

A idéia dos novos proprietários do cemitério

é dar início à comercialização dos lóculos (gavetas de sepultamento) a partir do próximo dia 2, feriado de Finados. De acordo com Volpato, o valor estará abaixo do encontrado no mercado, já que será a primeira grande campanha de vendas da necrópole vertical. Cada lóculo sairá por R$ 38,00 mensais. Dependendo do plano escolhido, os compradores poderão adquirir o espaço em até 100 parcelas.

O Memorial Bauru foi idealizado pela extinta Associação Maçônica Mantenedora de Sepulcrários Particulares

(Amasp). A construção, em um terreno localizado na rua Ezequiel Ramos, teve início em 1996 e, em meados de 1998, foi paralisada devido a problemas financeiros da entidade.

"A Amasp não obteve o retorno esperado e não conseguiu dar continuidade às obras", disse Volpato, que foi presidente da entidade.

A idéia dos maçons era repassar o dinheiro arrecadado com a venda dos lóculos a instituições de caridade de Bauru.

Imponência

O projeto do Memorial Bauru é totalmente inédito na cidade. Ele é constituído por dois blocos, sendo um de sete e outro de 14 andares, interligados por uma torre com três elevadores. No total, serão 8.694 lóculos

à disposição dos compradores.

Além das gavetas para sepultamentos, a necrópole vai contar com apartamentos para descanso durante a realização de velórios, ambientes apropriados para receber portadores de deficiência, acabamento em granito, atendimento 24 horas, capela ecumênica e cadeiras em todos os andares.

O projeto em disposição vertical vai permitir racionalização dos espaços, sem agressão ao meio ambiente. Isto porque os corpos não ficam em contato com o solo. "Isto permite que o gás oriundo da decomposição das células seja eliminado pelo sistema de exaustão aeróbica, sem poluição do meio ambiente", disse Volpato.