Justiça encerra oitiva com acusação do cartel dos combustíveis
Texto: Rose Araujo
A Justiça Federal encerrou, na última quinta-feira, a oitiva com as oito testemunhas de acusação arroladas no processo que investiga a formação do cartel dos combustíveis em Bauru. A audiência foi dividida em dois dias e teve, ao todo, cerca de 20 horas de duração.
O procurador da República do Ministério Público Federal, Rodrigo Valdez de Oliveira, que ofereceu a denúncia
à Justiça, preferiu não entrar em detalhes sobre o que foi apurado nessa primeira parte de depoimentos. "Acho que esse não é um bom momento para destacar o que eu aproveitei desses depoimentos. Ainda estou estudando a prova colhida", disse.
A primeira audiência foi realizada no último dia 19 e teve cerca de 13 horas de duração. Na ocasião, foram ouvidos um delegado de polícia, dois agentes de polícia e três proprietários de postos de combustíveis. Na última quinta-feira, a oitiva foi encerrada com o depoimento do ex-coordenador do Procon, Edson Gasparini Júnior e do editor de economia do Jornal da Cidade, Paulo Toledo.
Oliveira destacou que os seis advogados presentes na audiência
- um de cada réu - foram muito incisivos em seus questionamentos. Por problemas de saúde, a juíza Elídia Aparecida Correia - que vem acompanhando o processo - não pôde comparecer à oitiva. Em seu lugar ficou o juiz Nelson Aguinaldo Moraes dos Santos.
A próxima audiência será uma grande maratona. Deverão ser ouvidas 48 testemunhas de defesa - oito para cada réu (número máximo permitido). Dezessete delas não são de Bauru e serão ouvidas em seus municípios. Oliveira salientou que ainda não foi marcada a data para ter início essa segunda fase.
Ele lembrou que, ao contrário do que foi publicado na matéria veiculada no último sábado pelo JC, o processo não corre em segredo de Justiça.