Funcionários do Banespa podem iniciar greve na terça
Seguindo deliberação do Encontro Nacional dos Funcionários do Banespa, realizado no dia 21, no Ginásio de Esportes da Portuguesa, em São Paulo, os banespianos devem iniciar uma greve em nível nacional a partir da próxima terça-feira, dia 31.
No último dia 25, foram realizadas assembléias em todo país. Na ocasião, ficou decidido que os bancários iriam seguir a orientação, pela greve, do Encontro Nacional. Amanhã, a partir das 20 horas, banespianos de Bauru e região realizarão nova assembléia na sede do Sindicato dos Bancários para saber se a greve será deflagrada ou não, a partir de terça-feira.
A possível greve dos funcionários do Banespa deverá ocorrer em função do que eles consideram uma intransigência da diretoria do Banespa em negociar a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Indicada pelo Governo Federal, a diretoria estaria insistindo em não renovar a cláusula do Acordo que proíbe a demissão de funcionários sem justa causa. O sindicato alega também que a diretoria do banco não quer assumir o compromisso de repassar os índices de reajuste salarial e de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) o qual teria feito parte de um acordo com a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) na campanha salarial dos bancários.
Diante desse quadro, os banespianos enxergam na greve uma maneira de pressionar o governo a ceder às reividicações referentes à campanha salarial e também para denunciar o processo de privatização do Banespa, que, segundo Marcos Aurélio Silvestre, estaria cheio de irregularidades.
Caso a greve seja realmente deflagrada, os funcionários do Banespa deverão realizar manifestações na Assembléia Legislativa de São Paulo para pressionar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) e o requerimento de plebiscito.
A PEC prevê nova negociação da dívida estadual e o retorno do controle acionário do Banespa para o Estado de São Paulo. O Plebiscito daria aos paulistas o direito de decidir se o Banespa deve ser privatizado ou não. Os deputados estaduais com base eleitoral em Bauru e região, Carlos Braga (PPB) e Pedro Tobias (PDT), segundo o sindicato, já teriam se manifestado favoravelmente à PEC e ao plebiscito, dando assim apoio à luta dos funcionários do Banespa.