Nova economia: foco no conceito e não na tecnologia
(*) Reinaldo Cafeo
Muito se discute em termos conceituais na chamada "nova economia", inaugurada com Internet e empresas de tecnologia.
Parece-nos que começam a surgir algumas convergências nessas questões.
Primeiro, que há muito investidor "quebrando a cara". Entraram com fartos recursos (e coloquem fartos nisso), sem fazer a antiga lição de casa, ou seja, analisar a viabilidade econômico-financeira do negócio. Foram na empolgação.
Na prática, podemos elencar dois tipos básicos de negócios: empresas que operam na Internet e possuem boa base no mundo real, com logística e tudo que se faz necessário para atender o exigente consumidor; e outros que focalizam no conteúdo e são virtuais plenas.
Mas muitos empresários (independente do porte da empresa) ainda pensam que a tecnologia é que move a Internet. Avalio como ledo engano. A tecnologia é um detalhe e é oferecida aqui e acolá. O grande diferencial é o conceito de Internet.
O conceito certo, com a tecnologia certa, viabiliza o negócio.
Nova economia é sinônimo de velocidade, de conexão, de conteúdo, de mudanças nas referências de causa e efeito.
A escassez, por exemplo, clássico problema econômico, abre espaço para a abundância. Sentimo-nos impotentes com tanta informação.
Mesmo o velho "conflito" estabilidade e crescimento abre espaço para uma definição ampla do mercado: focada no consumidor, àquele que exige e impõe novas regras na relação de consumo. A economia americana que o diga.
Há muito que investigar ainda, mas podemos e devemos começar a elencar pontos comuns, que podem até não permanecer como verdadeiros daqui a alguns anos, mas por certo, será o embrião de novos rumos que a nova economia está levando a humanidade a tomar.
Devemos ficar atentos às "pequenas" e velozes
"revoluções" por que passamos.
(*) Reinaldo Cafeo é delegado do Corecon - www.economiaonline.com.br
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