PPS declara R$ 160 mil de custo na eleição
Texto: Nélson Gonçalves
O partido do prefeito Nilson Costa (PPS) informou à Justiça Eleitoral que gastou pouco mais de metade do previsto na eleição 2000
A aliança 100% Bauru, que levou o prefeito Nilson Costa
(PPS) à vitória na eleição municipal deste ano, gastou pouco mais da metade do valor previsto na campanha. Pelo menos foi isso o que o partido de Nilson Costa declarou à Justiça Eleitoral. Na prestação de contas, o PPS centralizou as despesas e arrecadações em seu comitê, declarando que foram gastos R$ 160.307,40 na eleição. Os gastos declarados incluem todas as despesas da eleição.
A maioria dos candidatos a prefeito e vereador ainda não protocolou a prestação de contas no Cartório Eleitoral. Hoje é o último dia permitido por lei para o cumprimento desta obrigação. Os candidatos e partidos devem entregar as informações em disquete própria até às 18 horas, no Cartório Eleitoral, sob pena da aplicação das punições legais. Os partidos e candidatos devem entregar os formulários preenchidos, com o disquete, com o extrato bancário da conta corrente oficial utilizada na campanha, conforme exigência da legislação.
O prefeito Nilson Costa (PPS) é tido como o candidato que teve a campanha mais modesta entre aqueles que disputaram a maior preferência do eleitorado, ou seja, os três primeiros colocados. Apesar disso, Nilson Costa contou com uma produção profissional de televisão que, aliás, acabou se tornando em seu principal produto na eleição, na propaganda eleitoral da televisão.
Para se ter uma idéia de custos de campanha, em debate realizado com profissionais de marketing, na Unesp, antes do início dos programas de rádio e televisão, foi informado que um programa "bem produzido, com estrutura enxuta, custa mais que R$ 100 mil", sem incluir grandes contratações de marketeiros e jornalistas. Somente repórteres de campo custam pelo menos R$ 1,2 mil por mês. O maior custo é com a contratação de uma produtora.
Apesar do custo com produção de televisão e rádio, a coligação 100% Bauru declarou custo de R$ 38.822,00 com produção audiovisual. A aliança ainda declarou que foram consumidos R$ 15.000,00 com contratação de pessoal, R$ 41.000,00 com veículos, R$ 15.251,00 com impressos e R$ 5.200,00 com montagem de palanques.
A prestação de contas de Nilson Costa informa que 85% do custo total (R$ 136.000,00) foram gastos com o candidato a prefeito e outros 35% - houve erro, o correto seria 25%- com os candidatos à vereança. A coligação 100% Bauru estipulou que iria gastar até R$ 300.000,00 na campanha deste ano. Na prestação entregue ao Cartório Eleitoral, constam colaborações de correligionários, entre eles secretários municipais e membros da direção do PPS, além de Dudu Ranieri (PFL), vice-prefeito eleito e o próprio Nilson Costa.
O prefeito Nilson Costa (PPS) teve cerca de 15 outdoors no início da campanha e um número bem reduzido no final, produziu dois jornais informativos, pintou poucos muros em relação aos demais candidatos, contou com veículos para divulgação da campanha e realizou 32 showmícios em caminhão palco. Os showmícios utilizaram, em média, duas bandas cada um, em palco montado com luz e som. Apesar disso, a estrutura foi considera muito menor que a de Pedro Tobias (PDT), por exemplo. Nilson Costa (PPS), Tuga Angerami (PSB), Pedro Tobias
(PDT) e Tidei de Lima (PMDB) realizaram showmícios, o que não aconteceu com Estela Almagro (PT), Carlos Sandrin (PT do B) e Thomaz Zamonaro (PRN).
Tobias declara R$ 334 mil, Tidei R$ 69 mil
O ex-candidato a prefeito pela coligação Viva Bauru, deputado estadual Pedro Tobias (PDT) declarou, ontem à tarde, à Justiça Eleitoral que foram gastos R$ 334.952,61 na campanha eleitoral deste ano. A campanha pedetista contou com a melhor estrutura. Bem mais modesta foi a declaração de Tidei de Lima, ex-candidato pelo PMDB. O ex-prefeito informou que foram consumidos R$ 69.326,74 na eleição deste ano.
Ainda não tinham entregue as informações sobre arrecadação e gastos de campanha, ontem à tarde, os candidatos Tuga Angerami (PSB), Carlos Sandrin (PT do B), Thomaz Zamonaro (PRN) e Estela Almagro (PT). Entre aqueles que já declararam, Tidei de Lima (PMDB) tem o valor mais modesto. Tidei informou à Justiça Eleitoral que não movimentou sua conta pessoal de campanha, centralizando a contabilidade das doações e despesas no comitê do partido. Nas doações de R$ 69.350,00 estão nomes de correligionários do PMDB e ex-secretários municipais. Assim como Tuga, Nilson e Tobias, Tidei apresentou um programa de televisão com boa qualidade de produção na televisão. O candidato também realizou vários showmícios, com palco pequeno montado nos bairros e dois conjuntos musicais em algumas apresentações.
Já a aliança de Pedro Tobias (PDT) informou gastos totais de R$ 335.952,61, que foram contabilizados na conta corrente do próprio candidato. Na lista de doações estão integrantes da família Tobias, amigos e correligionários do PDT. A candidatura pedetista estimou gastos de até R$ 700.000,0 no início da campanha, conforme exigência da legislação de expectativa de custo. Já Tidei de Lima (PMDB) tinha previsto o máximo de R$ 250.000,00.
A aliança 100% Bauru teve o melhor visual de campanha, com o maior número de muros pintados e outdoors, papel em abundância, veículos, enfim, a melhor estrutura, incluindo equipe de produção de televisão e showmício. A coligação realizou mais de 10 showmícios, os maiores da campanha em dimensões e material, perdendo apenas para o último show da aliança Mais Bauru (Tuga Angerami - PSB), na avenida Nações Unidas, no final da campanha.