07 de julho de 2026
Geral

Apreensão

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Polícia Civil apreende mais de 1.800 CDs e fitas piratas

Texto: Ieda Rodrigues

A Polícia Civil apreendeu, ontem, 1.646 fitas e 179 CDs piratas em Bauru que estariam prontos para a venda. Também foram apreendidos três aparelhos de som, uma seladora (para embalar as fitas), um scaner, uma impressora, uma CPU e 54 disquetes, material que, de acordo com a polícia, vinha sendo usado para a reprodução ilegal das fitas e CDs.

A apreensão ocorreu após o 3.º Distrito Policial receber uma denúncia anônima, de que J.G.S.N., 49 anos (só iniciais divulgadas pela polícia) estava comercializando fitas e CDs piratas. Ontem, J.G.S.N. foi abordado pelos policiais em um estacionamento no Centro da cidade. No carro dele, os policiais acharam vários CDs e fitas.

Com autorização judicial para busca, os policiais foram até a casa de J.G.S.N., no Jardim Godoy, onde foi apreendida grande quantidade de fitas e CDs de vários artistas, que totalizou 1.825 unidades. À polícia, o indiciado negou que estivesse reproduzindo as fitas e CDs, mas vai responder inquérito por violação de direitos autorais, cuja pena é de três meses a um ano de detenção.

O delegado adjunto do 3.º DP, Dinair José da Silva, disse que os três aparelhos de som, disquetes, seladora e outros materiais encontrados na casa de J.G.S.N. configuram a reprodução ilegal. Silva ressaltou que, apesar da clássica alegação de que a venda de fitas pirateadas é um trabalho para a sobrevivência, a atividade traz prejuízos não só para os artistas, que deixam de receber seus direitos autorais, mas também para os consumidores.

O delegado explicou que a qualidade dos CDs e fitas piratas é questionável e que, por isso, esses produtos podem danificar os aparelhos de som. Se isso ocorrer, o consumidor que adquiriu o produto achando ser de boa qualidade, será prejudicado financeiramente e não terá a quem recorrer. "Também

é uma questão de direito do consumidor. Essa alegação que "preciso trabalhar" não pode ser aceita porque o cidadão que comprou o aparelho de som também é trabalhador e ficará com o prejuízo", disse.

Silva ressaltou que não está atrás de pequenos vendedores de fitas e CDs pirateados, mas das pessoas que reproduzem ilegalmente estes produtos em grande quantidade. O delegado adiantou que está investigando outras pessoas em Bauru suspeitas de também estarem fazendo a reprodução ilegal. Participaram da apreensão, ontem, o investigador Jéferson, escrivão Álvaro e agente Roberto.