Cetesb emite licença provisória para aterro
Texto: Fabiano Alcantara
Aterro Sanitário de Bauru ficou irregular entre 92 e fevereiro deste ano; Prefeitura planeja obter licença definitiva em seis meses
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) emitiu uma licença provisória, na semana passada, para o Aterro Sanitário de Bauru. Só em fevereiro deste ano, a situação do tratamento de lixo na cidade foi regularizada. O aterro funcionou de maneira irregular desde 92.
O gerente da Agência Ambiental da Cetesb de Bauru, Rogério Chini, disse ontem que a principal exigência para a licença de funcionamento definitiva é o monitoramento do lençol freático próximo ao aterro. "O que pode ter acontecido pelo uso irregular entre 92 e este ano é a diminuição da vida útil. Está havendo uma operação boa no aterro. Não deve ter ocorrido contaminação", disse.
Programado para funcionar por 20 anos, o aterro deve estar com capacidade esgotada daqui há cinco anos, segundo o gerente da Limpeza Pública, Everaldo Crivelari. Caso a projeção se concretize, o aterro vai ter perdido sete anos do prazo programado anteriormente.
Crivelari não atribui a diminuição do tempo
útil do aterro ao mau uso do espaço, mas ao aumento da demanda pelo crescimento da população, que implica no aumento da produção de lixo. Atualmente, a Prefeitura despeja 220 toneladas por dia no aterro.
O que difere um "lixão" de um aterro sanitário
é o controle do chorume - resíduo líquido do lixo. O chorume têm metais pesados, como níquel e chumbo, que são perigosos para o meio ambiente.
Da mesma forma que o gerente da Cetesb, Crivelari não acredita que tenha ocorrido contaminação do lençol freático. Ele disse que a Prefeitura vai implantar o monitoramento e deve tentar obter a licença definitiva do aterro daqui a seis meses, quando vence a licença definitiva.
De acordo com o gerente da Cetesb, a Prefeitura está fazendo uma operação boa do aterro e deve cumprir as exigências técnicas para a licença definitiva. "A área está cercada, não existem catadores de lixo e está ocorrendo o plantio de grama. O que mais contribui para que a licença não seja definitiva é a questão do monitoramento mesmo", afirmou.