08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
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Entrelinha

Desencontro

Causou mal-estar entre os dirigentes públicos da Saúde as declarações de Cid Santaella, superintendente interventor do Estado na AHB, sobre o descompromisso do Hospital de Base em dar retaguarda ao Pronto-Socorro Central de Bauru. Eliane Fetter Telles Nunes, secretária municipal da Saúde, foi uma das pessoas que estranharam o teor da declaração. Bom senso

Eliane Nunes disse que o Hospital de Base tem, sim, obrigação de dar retaguarda ao PS Central. Ela lembrou que a AHB recebe verbas para cumprir tal função e que Bauru, assim como os 40 municípios abrangidos pela DIR-X, têm o hospital como centro de referência. Sobre a ausência de médicos plantonistas na Maternidade Santa Isabel, anteontem, disse que faltou bom senso. Recorte 1

O recorte de jornal com as declarações de Cid Santaella foi enviado ontem, por Flávio Badin Marques, diretor da DIR-X, à Coordenação de Saúde do Interior, em São Paulo. Marques quer que a coordenação se declare oficialmente sobre o assunto, uma vez que o superintendente da AHB é subordinado a ela. "Não estou contra-argumentando Santaella, mas estranhando sua posição", declarou. Recorte 2

Flávio Badin Marques disse não conseguir entender a postura de Santaella pelo fato da parceria entre o PS Central e o Hospital de Base sempre ter funcionado, razão que pode ser exemplificada pela estrutura física que liga as duas unidades. "Além disso, seria um caos para a Saúde dizer que o hospital não tem nada a ver com o sistema", afirmou. Audiência

O vereador eleito Osvaldo Paquito da Silva (PFL), acusado de compra de votos, dará depoimento à Justiça no próximo dia 10. No mesmo dia, serão ouvidos testemunhas de defesa e de acusação no Fórum de Bauru. O caso ainda pode ter desdobramentos, já que os ex-cabos eleitorais que denunciaram o caso voltaram atrás na acusação. Se mantiverem a desdita, correm o risco de responder por falso testemunho ou até mesmo denunciação caluniosa. Briga regional

Dizendo que, de sua parte, quer encerrar a discussão por aqui, o tucano de Bauru Élio Busch, rebateu a réplica do prefeito de Pederneiras, Rubens Cury, sobre suas críticas, feitas anteontem na coluna. Busch disse que não deturpou a fala de Cury na TV Preve e questionou a vitória de Cury, citando que lhe foram atribuídos 63,3% dos votos, contra 36,62%, "que o rejeitaram". Maior de todos

Busch, que é diretor da CDHU, afirmou, ainda, que Cury tem uma "maneira estrábica" de ver as coisas e que "os fax que mando para o Palácio são para Covas, Geraldinho, Tião e Lurdinha, que são meus amigos e de minha família há muitos anos, antes dele vir para o PSDB, e não dependemos de resultados políticos para manter o respeito mútuo e admiração pelo maior governador de todos os tempos de São Paulo". Perguntinha

Pelo menos um político, um servidor e um desses analistas informais da política não resistiram em ligar, ontem, para perguntar: "Por que o mesmo esforço feito no mês passado para pagar os vencimentos dos funcionários municipais adiantado não foi feito desta vez, tendo em vista que a greve do Banespa era anunciada e praticamente certa?" Racha

O racha vivenciado pelo PT não é situação exclusiva de Bauru. O mesmo problema é enfrentado no Rio de Janeiro, o que mereceu, inclusive, artigo do deputado estadual carioca Artur Messias. No texto, publicado no site institucional do partido, o parlamentar afirma ser necessário resgatar a essência petista e ter "em nossos corações e mentes o mesmo paradigma do que é ser PT". Racha 2

De acordo com Artur Messias, tem prevalecido no PT a lógica do "vale tudo" como forma de garantir a sobrevivência da ocupação de espaço e de obtenção de poder material e/ou político. Em função de acreditar que o crescimento petista se deu em função do partido ser uma opção real, o parlamentar defende que sejam teorizados posturas e compromissos. "Sem os quais estaremos condenados à perda de nossa identidade partidária", conclui.