07 de julho de 2026
Geral

Museu

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Maquete reproduz atividades ferroviárias

O Museu Ferroviário de Bauru oferece uma opção para quem aprecia a arte do plastimodelismo. Inaugurada recentemente e aberta à visitação pública, a maquete ferroviária alocada no auditório do Museu reconstitui e preserva a memória histórica das máquinas a vapor.

Aficcionados por miniaturas, os ferromodelistas de Bauru há quatro anos se reúnem semanalmente no auditório do Museu Ferroviário para retratar na maquete as diversas peculiaridades de uma estrada de ferro. Muito mais do que um passatempo infantil ou um simples entretenimento, as miniaturas ilustram com fidelidade as atividades de uma ferrovia e sua importância na construção do País até meados deste século.

Trabalhando artesanalmente, os ferromodelistas reproduzem todos os objetos da malha ferroviária, como as pontes, mineradoras, casa das máquinas, túneis, central elétrica, oficinas, rotunda e os celeiros que estocavam matérias primas a serem transportadas pelos trens.

Tal habilidade e dedicação na construção das réplicas renderam aos ferromodelistas bauruenses vários prêmios nacionais. Em 1998, o "celeiro" da maquete foi premiado em primeiro lugar num concurso de Ribeirão Preto. Este ano foi a vez da "oficina" receber a premiação máxima na competição.

Além de aprimorar as características da mini-estrada, a reunião dos ferromodelistas, que acontece aos domingos,

é encarada como uma grande confraternização dos apaixonados pelas máquinas de ferro. Junto à construção das miniaturas, é constante a exibição de fitas sobre a história da locomotiva, a consulta a livros e arquivos fotográficos e a troca de materiais históricos.

Com o espaço cedido pelo Museu e parte da estrutura doada pela Fratesch - a única fábrica nacional de artigos de plastimodelismo -, a maquete é aperfeiçoada com recursos dos próprios adeptos do hobby.

História

A primeira industrialização de trens em miniatura apareceu na Alemanha, entre 1880 e 1890, com locomotivas de latão impulsionadas por motores de relógio. No início deste século, também na Alemanha, surgiram as máquinas com motor elétrico.

Hoje, o ferromodelismo é praticado em todo o mundo e as fábricas que produzem as miniaturas de vagões e acessórios empregam cerca de 45 mil pessoas. Diferente de outros plastimodelismos, as maquetes das ferrovias se prestam como fonte de cultura e conhecimento e preservam a memória histórica dos trens.

Serviço

O público pode apreciar a maquete do Museu Ferroviário

às terças e quintas, das 12h30 às 17h30;

às quartas e sextas, das 8h30 às 13h30; sábados e domingos, das 8h30 às 13h30. Rua 1.º de Agosto, quadra 1.