08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Entrelinha

Convite público

A presidente do PT, Estela Almagro, resolveu colocar um ponto final nas especulações sobre o convite para filiação do deputado Pedro Tobias (PDT) ao partido que dirige. Em contato com o JC, ela formula o convite a Tobias publicamente, na edição de hoje. "Se ele não faz o pedido oficialmente, eu o convido", disse a dirigente petista.

Ostra e aberto

Estela justifica o contive afirmando que Tobias tem uma história política importante e que o partido precisa de uma "oxigenação" em Bauru. Para ela, o partido precisa deixar de ter o apelido de "PT-OStra" na cidade e ser conhecido como o "PT-Aberto". E emendou: "A parte podre precisa ser estanquida". Qual será a parte podre?

Próximos atos

Na Tribuna do Leitor de hoje, nesta página, há mais uma manifestação sobre a já polêmica entrada de Tobias no PT. No carta, a posição do leitor parece ser favorável. Contudo, os próximos lances dessa virtual mudança partidária, dependendo da disposição do deputado, prometem muita discussão, como tudo em se tratando do PT-Bauru.

Prefeitos agitados

Prefeitos de todo o País estarão em Brasília amanhã pressionando o Governo Federal a refinanciar as dívidas com fornecedores, apesar de o ministro Pedro Malan já ter dito que não há condições para isso. A Lei de Responsabilidade Fiscal é, mais uma vez, usada como a grande "vilã" dos municípios no que tange ao rigor e aperto financeiro.

Desculpa oficial

Outro dia, numa conversa informal, o ex-prefeito Tidei de Lima

(PMDB) disse que a Lei Fiscal será a grande desculpa de muitos prefeitos para a eventualidade de não realizarem um governo à altura das expectativas da população. Alfinetou, com endereço que fica para a imaginação do leitor: "Já tem até prefeito, por aí, usando essa desculpa antes do tempo..."

Medo da cadeia

Os prefeitos que estão indo à Capital Federal amanhã querem pelo menos R$ 5 bilhões da União para pôr as contas em dia ou pelo menos deixá-las em melhores condições. O temor é grande tanto de quem está saindo como por parte de quem assumirá em 2001. A Lei Fiscal prevê pena de quatro anos de reclusão para quem transferir ao sucessor o pagamento de débitos sem recursos previstos.

Aperto total

Por isso, a marcha a Brasília deverá ter mais prefeitos não-reeleitos do que eleitos. A situação

é de aperto total, como há muito (ou, quem sabe, nunca) os prefeitos viveram no Brasil. A Lei de Crimes Fiscais está em vigor desde o último dia 19 de outubro. A Confederação Nacional de Municípios espera cerca de 500 prefeitos de 15 Estados.

Feira-livre

O leitor Paulo Roberto Bértoli, que há dias escreveu uma carta para a Tribuna do Leitor cobrando, após as eleições, a presença dos políticos nas feiras-livres, mandou um e-mail para dizer que o vereador tucano Rubens Spíndola tem frequentado a feira da Gustavo Maciel, mesmo não tendo sido reeleito. Contudo, ontem não se viu muitos políticos por lá, outra vez.