Em "CARTA DE WASHINGTON", Robert J. Samuelson, Revista Exame, 18 de outubro, o articulista trata do assunto, segundo a citação do Banco Mundial do mês passado, referente a "extenso relatório sobre a pobreza global". Cujo objetivo - segundo ele -"pode ter sido demonstrar que é possível conseguir grande redução da pobreza, mas a impressão resultante da leitura das 335 páginas de texto e tabelas é oposta. Vastas porções do mundo parecem resistir ao crescimento econômico sustentado, e o alcance da globalização parece ser limitado". Na presente análise, contudo, Samuelson afirma que "muitos países conseguiram reduzir a pobreza de maneira dramática". E toma como exemplo mais óbvio "a China, cuja economia vem crescendo cerca de 10% anuais desde 1980". E, sintetizando, conclui que segundo os dados levantados e trazidos à tona pelo Banco Mundial, calcula-se que, "o número de pobres absolutos (pessoas que vivem com 1 dólar ou menos por dia) no país caiu mais de 200 milhões desde 1978". E que: "A globalização teve efeitos diferentes em cada região". Pois foi assim que "a população que vive na pobreza" teve variação percentual (%) no período entre os anos de 1987 e 1998, conforme e segundo o seguinte extrato: a Ásia Oriental (incluso a China) foi a parte do mundo em que a pobreza mais declinou no período computado (1987 e 1998), de 27% para 15%; o Sul da Ásia, declinou de 45% para 40%; a África subsaariana caiu de 47% para 46%; enquanto a América Latina e Caribe cresceram em pobreza, de 15% para 16%. Os países emergentes, em sua totalidade, declinaram de 28% para 24% no período comparado.Entretanto, ainda segundo o mesmo periodista: "O Banco Mundial calcula que ainda exista 1,2 bilhão de pessoas que vivem com 1 dólar ou menos por dia." Tenho para mim que a presente análise vem de ser bastante oportuna no presente momento em que aqui no Brasil transcorre uma Pesquisa da Simonsen & Associados. Esta levantou 98 indicadores econômicos e sociais dos Estados e acaba de ser trazida a público através da mídia escrita. Foi publicada aqui em Goiânia em (18/10/2000), no mais importante Diário regional "O Popular", no caderno de Economia, em parceria e com exclusividade, na Revista Amanhã.É sumamente importante tocar neste assunto em que, ainda subsiste neste país uma situação de pobreza (já denominada estrutural). De tal modo que, numa clientela de cerca de um quinto da população (próximo de 30 milhões de almas), sobrevive na miserabilidade. Avalia-se que esta se divide entre os que sobrevivem com apenas R$ 2,00 diários (US$ 1/dia) e os que recebem menos que isso. Contudo, vale lembrar que embora se suponha subsistir o triste pano de fundo da nossa situação humano/nacional, brevemente talvez possamos saber melhor da verdade. Destarte, quem sabe tenhamos um quadro menos tristemente desolador do que temos em mente. Isto é, assim que conheçamos os números oriundos (do recenseamento nacional ainda em andamento), o Censo Nacional 2000.No presente momento, porém e a propósito, nesta data já citada (18/10/2000), temos em mãos os seguintes resultados, da pesquisa anunciada linhas atrás, sob responsabilidade da Empresa Simonsen & Associados, quanto à avaliação dos indicadores sociais e econômicos dos Estados brasileiros. Tomando por princípio de importância a classificação dos Estados, definida relativamente quanto a: 1) competitividade: "(Os Mais Competitivos)"; 2) segundo a "(Divisão do PIB)".Assim: 1) Tomando por base os quinze (15) Estados mais competitivos, o Estado de (MT= 98,9); (CE= 99); (PA= 100,9); (MS= 101,9); (PE= 114,3); (DF= 121,7); (GO= 123,5); (BA= 124,5); (ES= 124,5); (SC= 144,2); (PR= 157,3); (RS= 157,4); (RJ= 161,60; (MG= 162,5); (SP= 181). Tendo em vista que a média nacional é 100, e que Goiás pontuara 88,8 em pesquisa anterior, o Estado festejou os 39% no seu crescimento de competitividade, pontuando acima do (DF) e com diferença de apenas 1 ponto, abaixo da (BA) e do (ES).2) Quanto à participação no PIB nacional (em US$ bilhões), partindo da maior fatia, pertencente a (SP= 203.472), Goiás ficou em 11º lugar: (GO= 11.172), após o (CE= 9.940) e abaixo do (PA= 11.984). A menor porção pertence ao Estado de (RR= 706). Crescem: competitividade e PIB. Aguardemos os resultados do nosso Censo Nacional. Fico por aqui. (*) José Almodova é professor-mestre em Projeto Arte e Sociedade. Foi professor da ITE e Unesp-Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas feiras nesta coluna.