07 de julho de 2026
Geral

Tarifa de ônibus

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 3 min

Acordo da Emdurb com o MP garante passagens a R$ 0,90 até 31 de dezembro. Estudo sobre sistema de transporte está prontoO presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Joaquim Madureira, entrega hoje ao prefeito Nilson Costa (PPS) o estudo realizado pela Oficina Consultoria sobre o sistema de transporte coletivo da cidade. O trabalho, compilado em três diferentes volumes, traz pesquisas feitas com usuários, principais problemas enfrentados pelo setor e propostas para sua remodelação.Por questões de hierarquia, Madureira preferiu não antecipar detalhes sobre o conteúdo do estudo, mas forneceu algumas informações sobre aquele que servirá de modelo-base para as mudanças pretendidas pela administração municipal. Em linhas gerais, o trabalho buscou alternativas para racionalizar o serviço sem aumentar os custos para concessionárias e usuários. Isso, no entanto, não significará a manutenção das passagens ao preço de R$ 0,90 - a partir do ano que vem, elas estarão, com certeza, custando mais caro. "O reajuste das passagens no próximo ano não é novidade para ninguém. Pelo acordo que fizemos no Ministério Público, o preço de R$ 0,90 será mantido até 31 de dezembro. Vários fatores já impõem a necessidade de aumento, como o próprio déficit de R$ 2 milhões da Câmara de Compensação, que precisará ser diluído. O aumento, porém, não tem qualquer relação com esse estudo, contratado justamente para melhorar o serviço dentro do custo atual. Lançar propostas sustentadas em reajuste é fácil", observou, garantindo que a iminente alta será condizente com o bolso do usuário. "A determinação do prefeito Nilson Costa é disponibilizar um serviço que atenda ao trabalhador que depende dos coletivos, não aos usuários esporádicos que tomam ônibus só nos finais de semana ou para passear", acrescentou.Um dos pontos-chave do estudo refere-se ao tão comentado sistema de integração. O JC apurou que a empresa de consultoria apresenta duas propostas: a construção de terminais de integração e a implantação do bilhete integrado. A primeira modalidade exigiria um investimento aproximado de R$ 4 milhões, com a construção de dois terminais nos pontos onde se verificou os maiores fluxos de integração. O custo elevado desse sistema se daria, em grande parte, à necessidade de desapropriação de lotes. Um deles seria na região Central, mais precisamente na Praça Machado de Melo; outro, na zona Sul, notadamente Altos da Cidade, Estoril e Jardim América, onde o volume de usuários de coletivos seria surpreendente. Tamanho aglomerado de passageiros à espera de integração em áreas nobres da cidade seria decorrente do grande número de pessoas que trabalham naquela região. Além dos empregos domésticos, o local vem experimentando um crescente desenvolvimento comercial. O bilhete integrado, contudo, ainda seria mais vantajoso em termos financeiros: sua implementação custaria a metade do sistema de terminais, apesar da necessidade da instalação das catracas eletrônicas. Madureira fez questão de frisar que essa opção está condicionada à manutenção dos cobradores.As mudanças que deverão ocorrer primeiro atingirão as linhas, particularmente as que atualmente se encontram excessivamente pulverizadas e que, segundo Madureira, geram custos desnecessários. "Não é raro encontrarmos várias linhas diferentes circulando em ruas paralelas. Isso é um problema a ser acertado através da fixação de pontos únicos para atender localidades próximas. Mesmo com as mudanças, posso assegurar que teremos um ponto a cada 300 metros", disse.Pelo estudo elaborado, 89% dos usuários do transporte coletivo estariam satisfeitos com o serviço. Esse dado, entretanto, não minimiza as reclamações, que, em sua maioria, protestam contra a escassez de ônibus nos finais de semana e os longos períodos de espera nos pontos. A remodelação proposta pela Oficina Consultoria estaria prometendo reduzir o tempo de espera em 40%. Vale lembrar que as decisões a partir do estudo serão tomadas por Nilson Costa, com o auxílio da equipe técnica da Emdurb. Antes de 2001, são esperadas apenas readequações nos itinerários e linhas.