11 de julho de 2026
Geral

Alunos da Escola Estadual Luiz Zuiani protestaram para manter a 3ª série do Ensino Médio no período diurno

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 2 min

Alunos fizeram passeata da escola Luiz Zuiani até a Diretoria de Ensino e obtiveram a garantia de poder estudar de manhãApós três dias de protestos, que culminaram ontem com uma passeata que atravessou a cidade, da escola estadual Luiz Zuiani à Diretoria Regional de Ensino, os alunos do 3.º ano do ensino médio garantiram, aparentemente, sua opção de estudar no período da manhã ou da noite. Aparentemente porque, segundo, o supervisor de ensino, Paulo Maximino, a definição quanto ao esquema de turma só deve sair no mês que vem.Maximino avaliou que a diretora da escola, Maria Helena de Aquino Sodré, precipitou-se ao discutir a questão com os alunos. Os estudantes ficaram sabendo extra-oficialmente que poderiam ser obrigados a estudar à noite e passaram a protestar. Depois da caminhada da Vila Vicentina, onde está a escola, à Vila Falcão, local da Diretoria Regional de Ensino, uma comissão de seis alunos reuniu-se com o supervisor de ensino. Os manifestantes foram informados que as turmas não devem ser extinguidas.Diferentemente do que havia informado pela diretora da escola, de que 12 novas turmas deveriam ser criadas, a Regional de Ensino deve criar mais nove turmas na Luiz Zuiani. Com isso, as três turmas de 3.ª série do ensino médio, antigo terceiro colegial, devem ser mantidas.De acordo com Maximino, não houve mudanças de planos após os protestos. A passeata dos estudantes atrapalhou o trânsito em alguns pontos da região central da cidade. "Toda esta situação poderia ser evitada. Mas isso faz parte da democracia", ponderou o supervisor.Ainda sobram vagasPelo menos cem vagas para o 1.º ano do ensino fundamental devem sobrar em Bauru. Das 4.900 vagas disponíveis, cerca de 4.750 estão preenchidas hoje. A Diretoria Regional de Ensino espera mais 50 solicitações de matrículas até sexta-feira, quando expira o prazo para as inscrições. A maior parte dos cadastrados vem das pré-escolas municipais. Os pais de criança que completam sete anos em 2001 devem procurar a Regional de Ensino.Mas o fato de vagas estarem sobrando não pode ser tomado com otimismo exagerado. Atualmente em Bauru nem todas as crianças estudam perto de suas casas, como manda a lei. No mês passado, o juiz da Vara da Infância e da Juventude de Bauru, Ubirajara Maintinguer, suspendeu uma ação civil pública movida pela Promotoria da Infância e da Juventude contra a Prefeitura e o Estado. Na ação, pedia-se a construção de escolas para que nenhuma criança estudasse longe de suas casas. O juiz suspendeu a ação até o começo do próximo ano letivo e Estado e Prefeitura comprometeram-se a enviar uma relação dos alunos que estudem a mais de dois quilômetros de suas casas. A relação deve ser entregue nos primeiros 15 dias do próximo ano letivo. Com base nas informações, o juiz deve determinar providências a serem tomadas pelo Estado e Município.