08 de julho de 2026
Geral

Plantel de avestruz

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

A criação de avestruz no Brasil não pára de crescer. De dois anos para cá, o plantel nacional passou de cinco mil para 25 mil aves, um crescimento de 400%. A informação é do representante da Central do Avestruz, Claudinei Zenetti, que participa pela primeira vez da Grand Expo Bauru.Ele destacou que só a sua empresa chega a importar de três mil a quatro mil animais de cada vez, entre filhotes e adultos. Com sede em São Paulo e fazendas em Botucatu, Tatuí e Brotas, a Central do Avestruz trabalha com importação, comercialização e criação do animal. "Fomos um dos primeiros a acreditar nesse setor", destacou Zenetti.O estande montado na Grand Expo é um dos que mais concentra público, depois da Mini-Fazendinha JC. Dois exemplares da ave, além de ovos e material informativo, estão em exposição na feira. Elas deverão participar de uma corrida no evento, demonstrando uma das finalidades da criação desse animal.O setor alimentício é o que mais incrementa o lucro desse tipo de criação. O quilo da carne de avestruz chega a ser cotado no mercado a R$ 70,00. "Esse preço tende a cair quando os primeiros animais começarem a ser abatidos no Brasil", disse Zenetti.Ele explicou que, por enquanto, a legislação proíbe o abate, já que para isso é necessário um plantel de 150 mil animais. A Central de Avestruz costuma importar as aves da Espanha e, segundo o representante da empresa, elas se adaptam muito bem ao clima brasileiro.A lida com o animal é considerada muito mais prática se comparada com o boi. "O avestruz é um animal bem rústico, não exige grandes cuidados, como acompanhamento de veterinário e aplicação de medicamentos. Basta ração e espaço para o seu desenvolvimento", salientou Zenetti.Um filhote, com cerca de três meses de idade, pode ser adquirido por R$ 1,2 mil, enquanto que um adulto com dois anos e meio, atinge o valor de R$ 7 mil.As aves importadas pela Central do Avestruz destinam-se basicamente à comercialização e reprodução. Com a liberação do abate, os criadores poderão aumentar seu lucro, aproveitando cada parte do animal. Tudo pode ser comercializado: da carne à plumagem, passando pelas cascas dos ovos e pelo couro.