07 de julho de 2026
Geral

Apoio

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O partido decidiu em reunião realizada ontem que a bancada de vereadores vai colaborar com a administração municipalO PSDB de Bauru vai participar da bancada de sustentação do governo Nilson Costa (PPS) na Câmara Municipal. O partido decidiu em reunião realizada ontem, a primeira após eleição, a dar apoio ao governo municipal através de seus vereadores. Segundo Natan Chaves, que presidiu o partido durante o período eleitoral, o PSDB vai dar "apoio crítico", exercendo a crítica para as matérias que não forem consideradas positivas para a cidade.O vice-presidente do PSDB em Bauru, Natan Chaves, disse que a decisão de dar "apoio crítico" à gestão Nilson Costa (PPS) foi tomada por aclamação. Sobre o apoio, Chaves repetiu a famosa frase do meio político em se tratando de composições: "vamos trabalhar por Bauru". Assim, os tucanos não devem fazer nenhuma composição com o governo municipal, mas vão continuar dispostos a colaborar com as causas consideradas boas para a cidade. A colaboração tucana já vem acontecendo em relação à administração municipal por parte de Edmundo Albuquerque e Rubens Spíndola. Edmundo chegou a representar o prefeito na Câmara, depois da cassação de Izzo Filho. A colaboração aconteceu no momento de transição após o período mais difícil da cidade no campo político-administrativo. Por outro lado, se os tucanos têm colaborado com o atual prefeito na Câmara, Toninho Garmes pode ser considerado o rebelde do ninho. Autor até de representações contra o prefeito no Ministério Público (MP), Antonio Carlos Garmes também é um dos mais fervorosos críticos da atual administração no Legislativo. De qualquer forma, no caso do PSDB o apoio deve permanecer informal, a não ser que o novo mandato leve interlocutores do prefeito a frequentar com mais assiduidade o ninho tucano, como é o caso de Dudu Ranieri (PFL), vice-prefeito eleito, que tem bom trânsito com o partido.Erros da eleiçãoA reunião de ontem também foi a primeira após o conturbado período eleitoral vivido pelo PSDB. Conturbado porque o partido entrou e saiu rachado do pleito. Os tucanos se dividiram entre os que queriam candidatura própria, os pró-Tuga e o grupo pró-Tobias. No final, o resultado da eleição não foi o esperado de nenhum dos grupos. Divididos, os tucanos se reuniram, ontem, para avaliar os próprios erros e o da coligação Viva Bauru.Conforme Natan Chaves, o PSDB avaliou que o "clima de já ganhou contribuiu para a derrota de Pedro Tobias. Outro ponto que nós tiramos foi que o candidato Pedro Tobias teve um desempenho muito abaixo da expectativa considerando que tinha 115 candidatos a vereador. Acho que ele se esqueceu de seus principais cabos eleitorais que eram os candidatos a vereador".Para os tucanos, "a campanha ficou personalista e exagerada em alguns pontos. Outro ponto que nós discutimos é que a ausência dos debates prejudicou muito o Tobias". Sobre o desempenho do partido, Natan Chaves comentou que "o fato do PSDB não ter tido candidato majoritário prejudicou o desempenho da legenda. Milhares de eleitores erraram ao votar, fazendo o voto de legenda por engano".Suplentes vão assumir mandatoO PSDB de Bauru decidiu, em reunião da executiva e do diretório, ontem, inovar em forma de cumprimento de mandato legislativo. Com duas cadeiras na Câmara, os tucanos decidiram que oito suplentes vão assumir o mandato de vereador ao longo dos próximos quatro anos. O revezamento das cadeiras do PSDB na Câmara será feito naturalmente por Edmundo Albuquerque e Toninho Garmes. O PSDB decidiu que os dois vereadores vão tirar cada um mês de licença por ano cada um. As vagas serão ocupadas, respectivamente, pelos suplentes. Sucessivamente, a cada ano os dois suplentes que já "exerceram o mandato" vão abrir mão da vaga para o próximo colega de partido, até que o revezamento chegue ao oitavo suplente. Os dois últimos vão legislar no último ano de mandato, na véspera da próxima eleição (2004).Natan Chaves disse que os tucanos decidiram tomar a medida para incentivar os filiados a participar da vida pública. Cada suplente vai exercer efetivamente o mandato por um mês, utilizando por quatro sessões a tribuna da Câmara Municipal. Entre os suplentes que vão passar pela experiência, inédita em termos partidários na cidade, estão Santo Natale, Marcelo Graziani, o próprio vereador Rubens Spíndola e outros.