Está sendo desenvolvido em algumas rodovias de responsabilidade do Estado um serviço que havia muito se preconizava necessário em benefício da segurança dos usuários, como seja a repressão aos agentes produtores da fumaça que polui as estradas, prejudicando a visibilidade dos motoristas e gerando perigos sérios para a saúde e mesmo para a vida das pessoas e de outros tantos circunstantes de todas as idades. Policiais rodoviários, munidos de aparelhos medidores de teores de fumaça, estão nas rodovias mais importantes à caça dos caminhões e demais veículos acionados por aquele combustível e que, com bombas injetoras desreguladas, estejam tisnando de negro e botando ares fétidos nos caminhos por onde trafeguem.A iniciativa merece encômios porque vem coibir uma anomalia por todos os títulos condenável, principalmente nas artérias intermunicipais de movimento intensivo. Quantos acidentes já ocorreram em pontos críticos das vias de interligação municipais em decorrência das sufocantes emissões neles disseminadas por viaturas movidas a óleo-motor? Centenas, todos os anos, com elevados saldos de mortos e feridos, conforme atestam as estatísticas oficiais sobre desastres e acidentes rodoviários. A isto acrescentem-se os danos que as baforadas explodidas por esse tipo de viatura provocam na saúde de itinerantes por elas alcançados e que não estejam com as vias respiratórias em condições normais.Seria plausível, contudo, que o saneamento da circulação de veículos acionados por essa forma fosse aplicado também no recesso das vias urbanas, de modo a conseguir, tanto quanto possível, ao menos, um declínio razoável do envenenamento das ruas e demais artérias provocado pelos rolos de fumo expelidos pelos escapamentos dos motores, de onde saltam sutilmente para os pulmões dos seres humanos, assim como para o recesso de cômodos, paredes, vidraças, cortinas e mobiliário dos prédios. O que muitas e tantas lojas comerciais perdem de seus estoques e os ataques que não poucas existências pessoais sofrem por causa dos poluentes lançados por veículos na área externa são alguma coisa de fabuloso, por si só suficientes para que os órgãos responsáveis pela higienização ambiental se encaminhem para providências destinadas à minimização do problema, como seja a vistoria pertinaz das vias de escape dos caminhões e ônibus que trafegam dia e noite nos caminhos urbanos, nos quais sufocam as pessoas e saturam de brisas inóspitas os seus ambientes. É a nossa opinião! (N. Serra, Jornalista Responsável do JC e Delegado Regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado).