08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
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Estudo do trânsitoO prefeito Nilson Costa (PPS) deve ter tido tempo suficiente, no feriado, para ler todo o estudo do transporte coletivo, contratado pela Emdurb junto à iniciativa privada. Nesta quinta-feira, quem sabe, o Executivo vá convocar a imprensa para dar conhecimento à opinião pública do estudo, que foi tachado na campanha como o documento que iria apontar os caminhos do trânsito.RadiografiaEspera-se que a radiografia contenha fartas informações sobre o transporte coletivo, já que foi gasto dinheiro público para um serviço que poderia ser de competência da Emdurb, responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo. O estudo terá que mencionar quais são as linhas deficitárias e quais dão lucro, no sistema, e qual a relação das linhas com todo o sistema. TransparênciaÉ preciso saber qual o volume de passageiros por itinerário, a relação entre o faturamento e a distância percorrida pelas linhas, entre outros aspectos que a consultoria pode ter detectado. Só não é possível bater o carimbo de "top secret" no estudo, pois quem contratou o levantamento o fez com o dinheiro do povo.Laudo dos lotesA Prefeitura justificou que nenhuma medida foi tomada em relação a possíveis prejuízos na operação dos Lotes Urbanizados porque seria necessário um laudo técnico para dimensionar todas as realizações no programa. Surpresa ou não, a Prefeitura ficou sabendo que existe um laudo feito pelo Tribunal de Contas da União, que condenou a situação dos lotes. Socorro!Um interlocutor confirmou, ontem, que o secretário das Administrações Regionais (Sear), Celso Donizete, procurou o vice-prefeito eleito, Dudu Ranieri (PFL), preocupado com sua permanência no cargo, conforme já foi comentado ontem pela coluna. Celso Donizete terá que convencer o PPS que sua ação na Sear é mais importante que uma virtual terceira perna adquirida durante o período eleitoral. Renúncia do suplenteA regra definida pelo PSDB, exigindo que os vereadores do partido tirem um mês de férias cada um por ano de mandato para que o suplente assuma, cria um problema técnico e outro jurídico. O primeiro suplente, por exemplo, Rubens Spíndola, tecnicamente teria que abrir mão de ser suplente pelos próximos três anos (2002-2004) para que os demais assumam o mandato por um mês pelos anos seguintes. Será que os primeiros suplentes vão aceitar essa verdadeira "renúncia"? E o eleitor?O resultado de uma eleição é o resumo fiel da vontade popular manifestada nas urnas, levando-se em conta a legislação vigente: as regras que determinam quem são os nomes que assumem cada uma das 21 cadeiras no Legislativo. Será que o eleitor concorda com o suplente o representando na Câmara da forma como está sendo planejada, ou ele escolheu o titular do mandato para ficar até o fim? Assim como o vice-prefeito, suplente é nomenclatura de expectativa.PosicionamentoDepois do PSDB, quando os demais partidos com representação futura no Legislativo vão se reunir para definir a postura frente à nova realidade dos poderes Executivo e Legislativo a partir de janeiro de 2001? Estão nessa o PDT, o PPB, o PMDB, o PT, PC do B, PTB... Menos o PFL e o PPS, teoricamente.