Três pernasO titular da Sear, Celso Donizete, comentou, na Tribuna do Leitor de ontem, texto da coluna em que era possivelmente identificado como um dos homens de confiança do prefeito, mas com a virtual terceira perna. Donizete falou sobre seu encontro com o vice, Dudu Ranieri (PFL), mas não falou que também foi para pedir "socorro". Também não comentou sobre colaboração a um candidato derrotado na eleição. Vai ser preciso nominar os casos?OAB acirradaAssim como aconteceu na subseção de Bauru, a eleição da Ordem dos Advogados também foi acirrada no Estado. Carlos Miguel Aidar acabou eleito como presidente estadual por apenas 731 votos de vantagem sobre Roberto Ferreira, num universo de 95 mil votos possíveis. Com isso, o advogado Ailton José Gimenez, de Bauru, também foi eleito conselheiro estadual, ocupando uma das 60 vagas no Estado. Em Bauru, a chapa de Aidar teve 612 votos, contra 610 de Ferreira. AgregadosUm dos partidos que têm sido assediados para receber novos agregados é o PPB, inclusive em Bauru. Paulo Madureira, presidente do diretório municipal do partido em solo local, só não revela quais são as legendas interessadas. "Antes da reforma partidária, é precoce falar alguma coisa", despista o assediado presidente partidário.DebandadaPor outro lado, o PPB vive o dilema de possivelmente perder seu nome de maior peso, o deputado estadual Carlos Braga, que estaria pronto para bater asas. Pelo controle que tem de boa parte do PPB, é provável que haja uma debandada em massa da sigla, rumo ao novo ninho de Braga. Ninho!?Briga políticaE depois do deputado estadual tucano Milton Flávio, quem resolveu oficializar politicamente a luta pela transferência da sede da Reitoria da Unesp foi o deputado Carlos Braga. O pepebista propôs projeto de lei que fixa Bauru como a nova sede do órgão executivo da universidade. A proposta já está em tramitação na Assembléia Legislativa.ConcorrênciaAssim como Carlos Braga, Milton Flávio também havia proposto a transferência da sede da Reitoria da Unesp de São Paulo para o Interior, mais especificamente para Botucatu, onde é professor da Faculdade de Medicina. Além de Botucatu e Bauru, a briga deve incluir mais uma cidade: São Paulo, cuja defesa pode ser encabeçada pelos mais de 300 funcionários da Reitoria.O quereresPaulo Cezar Razuk, vice-reitor eleito da Unesp, não acredita que a maioria dos funcionários da Reitoria irá se opor à transferência da sede. De acordo com o professor, que é bauruense, muitos servidores já demonstraram interesse em mudar para o Interior. Além disso, unidades da Unesp em São Paulo também poderiam recepcionar aqueles que preferem ficar na capital.TranqüilidadeRazuk garante que a melhor solução será encontrada. "Nossa mensagem aos funcionários é de tranqüilidade", afirma o vice-reitor eleito. Razuk só faz questão de frisar que a questão da transferência deverá ser decidida pela comunidade da Unesp, num recado aos políticos. Após isso, vai considerar todas as movimentações políticas válidas e importantes.