O bauruense Paulo Cezar Razuk, vice-reitor eleito da Unesp, recebeu com surpresa a informação de que o deputado estadual Carlos Braga havia protocolado emenda modificativa a respeito da sede da Reitoria da instituição.Embora defenda que as "forças vivas" dos municípios devem participar da discussão sobre a interiorização da Unesp, Razuk lembra que a decisão final deve ser interna. "É a comunidade universitária quem deve decidir a questão", defende.O vice-reitor eleito diz que já há um estudo extra-oficial que indica Araraquara, Bauru, Botucatu, Jaboticabal e Rio Claro como as cidades com maiores chances de pleitear a sede da Reitoria, em razão de apresentarem localização geográfica privilegiada e infra-estrutura adequada. Apesar disso, ele adianta que o novo reitor irá nomear uma comissão para realizar um estudo formal sobre o assunto.O estudo deverá analisar tamanho da cidade, distância entre as unidades e infra-estrutura. "O levantamento contemplará as 15 unidades, mesmo sabendo que Presidente Prudente, Ilha Solteira, Araçatuba e Assis têm menos chances em razão da localização geográfica", comenta Razuk.O vice-reitor eleito lembra que a infra-estrutura a ser oferecida pela cidade é que determinará a escolha da sede, e não o embate político. Por essa razão, ele diz que a Unesp tem interesse que todas as unidades manifestem-se sobre receber a Reitoria. Nesse grupo já estão Botucatu, Bauru e, mais recentemente, São José do Rio Preto e Marília.Além da unidade, o Município deve indicar o que pode oferecer em contrapartida à instituição, como um terreno ou prédio para abrigar a Reitoria. "Mas é somente depois da manifestação da comunidade universitária que devem entrar em ação os políticos, caso dos nossos deputados. A Unesp tem autonomia, nesse sentido, a ação política é importante para formalizar a transferência", explica.