Um grupo de mais de 30 pessoas, composto por alunos da Escola Guedes de Azevedo, professores e policiais florestais, estará embarcando amanhã para uma experiência inédita. Eles vão analisar a água e a mata ciliar do rio Jacaré-Pepira, no trecho que compreende cidades como Bocaina e Bariri. "Vamos descer 120 quilômetros pelo rio, colhendo material e fazendo análises", disse o idealizador do projeto, Roberto Pallotta. Ele é coordenador de educação ambiental e diretor de informática da escola e disse que a idéia nasceu em um passeio com os alunos a Brotas, no mês de julho. "De lá para cá, fomos concretizando aos poucos a idéia, buscando parcerias que pudessem viabilizá-la", salientou.A expedição vai contar com 18 alunos da 7.ª série do ensino fundamental (antigo ginásio) e do 2.º ano do ensino médio (antigo colegial). Eles terão a oportunidade de colocar em prática conceitos das disciplinas de geografia, ciências, português e história, além de se envolver diretamente com educação ambiental.Há cerca de 10 dias, Pallotta levou a equipe até a cidade de Brotas, onde todos receberam instruções de segurança, tiveram o primeiro contato com os botes que utilizarão para descer o rio e já se ambientaram à experiência.Uma pré-análise feita por Pallotta e pelo capitão da Polícia Florestal, Daniel Cinto, mostrou que a qualidade da água do rio Jacaré-Pepira é boa e que os alunos não estarão expostos a grandes riscos.O grupo vai percorrer 120 quilômetros de água durante três dias. Eles ficarão acampados na região e receberão noções de sobrevivência na selva e navegação por bússola. "Nós já fizemos um levantamento prévio dos pontos de acampamento do local", disse Pallotta. A equipe deverá permanecer cerca de oito horas por dia no rio, colhendo material e fazendo estudos. Na volta, eles vão poder curtir um passeio pelo rio Tietê, a partir de Ibitinga, até Barra Bonita.Além dos 18 alunos, a expedição contará com uma mãe de aluno, três professores, quatro instrutores de botes e cinco policiais florestais - incluindo o capitão Daniel.Pallotta destacou que o projeto contou com o apoio de algumas empresas da cidade, que estão cedendo material para o grupo. Entre elas estão Expresso de Prata, Grupo Peralta, Flag Petróleo, Canoar.