De acordo com o instrutor do TG, a ameaça de fechamento não deve ser concretizada, pelo menos por enquantoAgudos - A unidade do Tiro de Guerra (TG) de Agudos deverá receber uma sobrevida e manter suas atividades para o próximo ano, de acordo com as declarações dadas pelo coronel Pedro Eduardo Paes de Almeida, do Comando Militar do Sudeste (CMSE) ao instrutor e sargento Vladimir Lourenço Godoy.O coronel havia ameaçado fechar o TG de Agudos depois de uma visita feita em setembro. Durante a inspeção, Almeida constatou que o acordo, firmado entre a Prefeitura e o Ministério do Exército, em 1998, não estava sendo cumprido. A Prefeitura havia se comprometido a fornecer condições adequadas de funcionamento ao TG.Diante da situação, o coronel afirmou que iria pedir ao Comando o fechamento do Tiro de Guerra de Agudos. A possibilidade de fechamento era de 80%, segundo afirmou Almeida, na época.Porém, a intenção do militar foi amenizada depois que o prefeito Afonso Condi tomou algumas providências que haviam sido solicitadas pelo CMSE. Entre elas, constavam quesitos básicos, como a compra de extintores de incêndio, bebedouros, combustível para serviço externo e dotação orçamentária, entre outras.Foi pedida também a instalação de uma placa de fax modem, em um computador da unidade militar, para possibilitar a comunicação via e-mail entre os militares. Outras duas reivindicações eram a instalação de um fax e o fornecimento de documentação que comprovasse que o terreno onde está localizado o estande de tiro do TG pertence realmente ao município.Como esses pedidos foram atendidos pelo prefeito Condi, o coronel resolveu dar novo crédito ao TG de Agudos e suspendeu temporariamente a possibilidade de seu fechamento.De acordo com o sargento Godoy, uma dotação orçamentária, para o próximo ano, no valor de R$ 10 mil, deverá ser votada, em breve, pelos vereadores. Embora, esse valor seja considerado insuficiente, não deixa de ser de grande utilidade, comentou o sargento.Às vésperas de completar 50 anos de existência, a unidade do Tiro de Guerra de Agudos, parece estar voltando à vida. Segundo Godoy, muita coisa ainda precisa ser feita para dar boas condições de funcionamento ao local. Ele cita, como exemplo, uma nova pintura do prédio, o combate aos cupins que se apoderaram do telhado, portas melhores e mais resistentes. Outras, mais caras, devem ficar para o próximo prefeito resolver.Quando da visita do coronel ao TG, em setembro, o prefeito havia afirmado que, se dependesse da Prefeitura, ele não seria fechado. Para o prefeito, estava ocorrendo um erro de comunicação, e que não haveria problemas em atender as reivindicações. Condi garantiu que, antes do fim do ano, a lista dos itens imposta pelo acordo com o Ministério do Exército seria atendida. Segundo ele, a simplicidade de algumas coisas que estavam sendo pedidas chegava a surpreender. Esses itens mais simples foram atendidos, agora fica faltando cumprir os mais complicados.O TG de Agudos funciona hoje dando treinamento militar a 45 jovens. O número inicial de vagas é de 50. Mas, com o passar do ano, esse número vai diminuindo, com as expulsões decorrentes de atitudes de indisciplina, segundo informou o sargento Godoy, que chegou ao TG no começo do ano e deve permanecer até 2001.