Manhã ensolarada de domingo, 10 de setembro de 2000, eu (André Ypvs ) mais meus companheiros de aventuras, Cristiano e Paulão levantamos as 7 horas da manhã para mais uma aventura de caiaques. Pelos nossos planos, nós desceríamos o rio Batalha facilmente, deslizando correnteza abaixo e como levamos uma varinha cada um, iríamos batendo em alguns pontos que encontraríamos na suave descida.Sairíamos da Ponte do Cedro às 8 horas e chegaríamos facilmente pelos nossos cálculos, na ponte da Rondon, às 3 horas. Na primeira etapa da viagem, que foi até a fazenda Shangrilá, saiu tudo como esperávamos, pois como infelizmente as margens do Batalha estão totalmente desmatadas e o rio assoreado os caiaques desciam facilmente, pois não havia árvores atravessadas no rio impedindo nossa passagem, porém não há pontos de pesca, pois o rio está morto!Mas a partir daí, o rio volta a viver, pois com as matas siliares o rio pega profundidade, se torna lindo, tendo capivaras, pássaros de todos os tipos e até peixes como lambaris e piaus de bom tamanho. Só que com isso encontrávamos árvores atravessadas no rio a todo momento e tínhamos que sair dos caiaques e arrastá-los a pé pelas margens. Isso aconteceu umas 30 vezes, fora que eu naufraguei 4 vezes molhando todo o lanche e roupas que estavam na mochila. O duro é que já eram 4 horas da tarde e nada da ponte da Rondon onde o pai do paulão já nos esperava com o carro e carretinha para nos pegar. O desespero aumentou quando começou a escurecer e nós (três patetas) ainda no rio remando e exaustos. O pior era que o único celular que pegava no rio era o meu que estava sem nenhum crédito. Resolvemos descer e procurar alguma fazenda para pedir ajuda. Deixamos tudo na beira do rio e fomos a pé. Localizamos uma casa onde um casal simpático nos recebeu, contamos a estória e a reação da mulher do caseiro foi decepcionante para mim;- Vocês vieram pelo rio? Queriam chegar aonde ? Há, há, há!!! Para isso vocês precisam de mais um dia ! Há, há, há!!!!!Foi aí que soubemos que ainda estávamos perto de Tibiriçá e o único jeito foi ir a pé por 10 quilômetros até lá. Aí o celular do Paulão começou a funcionar e pudemos ligar para o pai dele ir nos buscar. Todos os amigos e familiares ligavam para nossos celulares sem parar, até que o meu acabou a bateria de tanto receber ligações de mãe, pai, namorada, amigos, todos tirando a maior da nossa cara. Quando o socorro chegou, 10 horas da noite, ainda tivemos que ir buscar os caiaques na beira do rio e como o carro não podia descer até lá, tivemos que puxar por uns dois quilômetros de subida!!! Parecia que nosso sofrimento não terminaria nunca!Chegamos em casa 2 horas da madruga sabendo que teríamos que acordar às 7 horas para trabalhar, pois já era segunda-feira!Felizmente tudo deu certo e eu pude contar esta história para vocês. (*) André Luiz Ramos (YPVS)Pescador esportivo e sempre entra em enrascadas com os amigos . Se você possui uma história de pescador ou uma foto de seu troféu, envie para o caderno de Turismo do JC. Escreva no envelope Pesca & Lazer ou envie por e-mail para crianca@jcnet.com.brRua Xingu, 4-44, Jardim Higienópolis, CEP 17013-510, Bauru SP. Fax (14) 234-7564