07 de julho de 2026
Geral

Gasolina

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Numa consulta feita ontem em vários postos de combustíveis de Bauru, foram verificados preços variando de R$ 1,55 a R$ 1,63. De acordo com os proprietários de postos consulatdos pela reportagem, nos próximos dias ainda podem haver mudanças no mercado, com novas alterações de preço para mais ou para menos. As justificativas para essa previsão são a acomodação do mercado diante de uma nova realidade e o fato de que os revendedores ainda vão tentar negociar com as suas respectivas distribuidoras. Além disso, também existe a velha fórmula de esperar a reação dos consumidores e dos próprios concorrentes, entre si. De acordo com Cláudio Garbuio, proprietário de seis postos de bandeira Petrobras na cidade, as companhias distribuidoras de combustível definem metas para cada região do País onde atuam. Nos próximos dias, com a acomodação do mercado diante de uma nova realidade, os revendedores poderão tentar negociações com o objetivo de abaixar o preço de compra (para eles) e de venda, para os consumidores. As companhias definem o que interessa, em termos de preço, para cada região. Dependendo do total que se pretende vender para uma determinada cidade, podem ser negociados preços diferentes. Quem trabalha com bandeira (marca), simplesmente representa a companhia e trabalha com preços diferentes, por exemplo, de um posto com bandeira branca, observa. Segundo ele, os consumidores podem aguardar mudanças para os próximos dias, depois que a agitação inicial do novo reajuste passar. De acordo com Garbuio, a Petrobras reajustou em 10,7% o preço do litro da gasolina para a venda do produto. Para o consumidor, o empresário reajustou o preço da gasolina, nos seus postos, em 11,5%. Em um posto Agip da cidade, o proprietário Carlos Henrique Donghia Cardoso fez a mesma avaliação em relação à acomodação dos preços para os próximos dias. Nesse posto, o litro da gasolina, que era comercializado a R$ 1,45 até quarta-feira, ontem passou para R$ 1,57. A gasolina ficou 11% mais cara para mim, na compra junto à distribuidora. Mas, acredito que a atual realidade dos preços para o consumidor ainda será alterada. Se alguém aparecer com um preço muito diferente, na semana que vem, muita coisa pode mudar, avalia Cardoso. De acordo com ele, na quarta-feira - último dia de preços sem reajuste na cidade -, foi registrado um aumento de 30% a 35% no movimento do seu posto. Ontem, o número de abastecimentos foi mínimo. Preparados para o aumento, os consumidores encheram o tanque do carro até quarta-feira. Somente na próxima semana é que o movimento nos postos vai voltar a subir. Isso é normal, diz o empresário. Júlio Saito, dono de um posto Ipiranga, diz que cada empresário do setor vai calcular as suas despesas e aplicar os preços adequados a cada situação. Confirmando a acomodação dos preços, Saito também faz a previsão de que os consumidores ainda terão surpresas em relação aos valores de comercialização do litro da gasolina. Só não é possível prever se serão novidades agradáveis ou desagradáveis. Os preços para o consumidor ainda podem mudar, porque nas próprias distribuidoras, os valores cobrados de nós também poderão sofrer alterações, para mais ou para menos, avalia o empresário.