07 de julho de 2026
Geral

Cartas

Antonio Pedroso Junior
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No meu quintal, uma mangueira secou e como sua queda colocaria em risco uma construção ao lado resolvi cortá-la. Ao iniciar o corte, notei que em um pé de tamarindo ao lado existia um ninho de fogo-apagou. De imediato, suspendi o serviço e saí em busca de uma corda, para poder direcionar a queda da mangueira seca e não prejudicar o ninho da tranqüila fogo- apagou. Missão felizmente cumprida com êxito. Cortei a mangueira seca e salvei o ninho.Lendo o Jornal da Cidade de anteontem, sobre a apreensão de aves silvestres, em casa de criadores de nossa cidade, fiquei pensando sobre o assunto. Se acidentalmente tivesse derrubado o ninho e resolvesse salvar os filhotes, criando-os para posterior devolução à natureza? E, neste meio tempo recebesse uma visita dos fiscais do Ibama? Com certeza teria as aves apreendidas e de contrapeso receberia uma multa de R$ 500,00 por filhote.Ora, apreendem aves silvestres de zelosos e preocupados senhores, em sua maioria aposentados, que dedicam boa parte de seu tempo livre na preservação de aves praticamente extintas e posteriormente as entregam a Fiéis depositários que muitas vezes querem aves tão-somente por curiosidade e não possuem a mínima noção sobre o trato a ser dado a estas aves. Ora, se o criador cometeu uma infração, por ter em seu plantel algumas aves não-legalizadas, por que não orientá-lo para não cometer novas infrações e não deixar o próprio como depositário, desde que comprovado que trata adeqüadamente suas aves? (Antonio Pedroso Junior - RG 9.l45.l09)