08 de julho de 2026
Geral

Bombeiros simulam acidente na Rondon

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 2 min

A simulação mobilizou quase 100 profissionais, entre bombeiros, policiais, médicos, enfermeiros e Defesa CivilSão perto de 9h30 da manhã de sábado. Viaturas dos bombeiros e policiais, equipes de resgate e da Defesa Civil, médicos, ambulâncias, enfermeiros e até um carro funerário se mobilizam diante de um ônibus parado na altura do quilômetro 335 da rodovia Marechal Rondon. A movimentação começa a chamar a atenção de curiosos, que estacionam seus veículos nas proximidades para observar de perto o trabalho de quase 100 profissionais. Felizmente, não se tratava de mais um acidente grave, mas sim de uma simulação. A atividade marcou o encerramento da Semana do Trauma, organizada simultaneamente em todo o Estado.Os traumas correspondem a cerca de 60 % das ocorrências atendidas pelas equipes de resgate, bombeiros e Polícia Militar na nossa região. Definimos como trauma toda ocorrência que envolve violência física às vítimas, como atropelamentos, agressões, acidentes de trânsito, pessoal ou de trabalho, explica o capitão PM Nardi, comandante do 1.º Subgrupamento de Bombeiros de Bauru e responsável por coordenar o trabalho de cerca de 60 homens de sua corporação durante a simulação. As simulações fazem parte do treinamento dos profissionais que são acionados em caso de ocorrências do tipo. Tudo para que, no caso de uma situação real, o trabalho em equipe seja eficaz e bem preparado. Para se ter uma idéia, o acidente simulado era de um ônibus que levava trabalhadores e que caíra numa ribanceira. Somando os profissionais dos bombeiros, Polícia Rodoviária, Polícia Civil, médicos e enfermeiros, agentes funerários, Defesa Civil e Emdurb, perto de 100 pessoas participaram do treinamento. Durante a semana que passou, organizamos exposições e palestras de conscientização em escolas e empresas com a idéia de previnir esses tipos de ocorrência. O mais grave é que as vítimas fatais mais freqüentes estão na faixa de 20 a 40 anos, uma idade ainda muito produtiva, lembra o capitão. MetodologiaNa operação simulada, foi utilizado o método Start, que consiste em fazer uma triagem de vítimas em graus, do mais leve para o mais grave. Para isso, ao primeiro contato, os bombeiros identificam as vítimas com etiquetas coloridas: verde, para as mais leves e que não necessitam de cuidados mais especiais; amarelo e vermelho, para as mais graves, e preto, para as que têm poucas chances de sobreviver. A prioridade, num caso extremo, é para as que têm chance de sucesso no salvamento. Tantas pessoas trabalhando juntas também precisam ser coordenadas por uma metodologia específica, o chamado Sistema Coordenado de Comando de Operações de Emergência (Siccoe), que nada mais é do que organizar a distribuição de funções de cada profissional e limitar sua área de atuação, as chamadas zonas quentes e mornas e o posto de comando, por exemplo.