09 de julho de 2026
Geral

Centrinho faz exposição com mais de 90 presépios

Redação
| Tempo de leitura: 4 min

A partir de hoje, o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, da Universidade de São Paulo - Centrinho, realizará a exposição Histórias de Natal, com mais de 90 presépios. A exposição estará aberta aos funcionários da instituição e a toda comunidade até o dia 15 de dezembro, na superintendência do Hospital, das 8 às 18 horas, de segunda a sexta-feira. Trata-se de uma coleção, feita há 30 anos por Sueli Zambonato Freitas, esposa do superintendente do Centrinho, Tio Gastão. Cada presépio conta uma história, do lugar de onde vem, da cultura que representa. Algumas peças vieram de outros países: Itália, Estados Unidos, Paraguai, México. Outras são de diferentes estados do Brasil. Grande parte da coleção é presente dos amigos. O primeiro presépio foi ganho em 1970, na época da primeira filha de Sueli, Patrícia. Ele é uma miniatura da Igreja de Dom Bosco, em Brasília - DF. Nele, José e Maria e o menino Jesus estão à frente de um vitral. Sueli conta que no início, ela apenas gostava das peças e que ao conhecer a história de São Francisco de Assis e descobrir que foi com ele que se originou o primeiro presépio, passei a dar um valor especial à sua coleção. A preparação da sala e os toques finais foram dados pela própria colecionadora, que não se esqueceu de nenhum detalhe. Até a neve para o presépio dos Estados Unidos foi providenciado. Ela mesma define a sua paixão. Nessa época do ano, os presépios são como se fossem meus filhos. Quanto mais eu mexo, mais eu quero arrumá-los, explica Sueli. Quem visita a exposição poderá ver, logo na entrada da superintendência do Centrinho, imagens de pombas brancas nas janelas. Os presépios estão distribuídos em mesas e pelo chão, num cenário colorido. Toalhas brancas e vermelhas estão estendidas nas paredes. Muitas flores e folhas de coqueiro e cedrinho, espalhados pelas meses e pelo chão, enfeitam o ambiente. Cascas de árvores acompanhadas dos presépios pelo chão, dando um ar de rusticidade. De acordo com a colecionadora, a exposição foi planejada para que as pessoas conheçam, através da coleção, como os povos retratam o nascimento de Cristo. O objetivo é que não fique só para a minha família. queremos dividir com todos, afirma Sueli.Os presépiosRevelam múltiplas culturas, através de formas, cores, representações. São um acervo cultural. Uns são esculpidos em madeira, outros em barro, porcelana, giz. Alguns se destacam pela vestimenta de Jesus, Maria e José. É o caso de um presépio, do Paraguai, em que os três usam roupas de couro. Há um que veio de uma exposição no Vale Jequitinhonha-MG, em que a família de Cristo é feita em palha. Um, que veio do nordeste, traz nas cores azuis e brancas, a alegria daquele povo. Nesse presépio, o céu é sugerido através de fios azuis e nas pontas deles, muitas estrelas douradas; entre elas, a estrela de Belém. Um outro, nordestino, mostra Maria deitada com o filho. Eu nunca vi um desse tipo, com Maria deitada com Jesus no colo, atenta a colecionadora. Vale destacar também um presépio, esculpido em madeira, que Sueli ganhou do marido na ocasião de bodas de prata. Nele, o menimo Jesus aparece em posição que sugere sua existência no útero. Existem peças que estão esculpidas em miniatura: um presépio é feito em giz dentro de uma pedra branca. Outro, em pedra, dentro de um pedaço de cana-de-açúcar.Os peruanos são representados de forma totalmente diferente. O presépio é constituído de dois andares. Na parte de cima, está o nascimento de Cristo e na de baixo, elementos com violões festejam o acontecimento. Do acervo, consta também um presépio feito de sucata, que veio de Brasília-DF. O autor, Roberto Gabriel Crivellé, nasceu na Espanha, em 1936 e veio para o Brasil em 1960. Enquanto preparava o cenário para a exposição, Sueli foi presenteada com um novo presépio por uma equipe do Centrinho. Trata-se de uma peça cujo diferencial está em uma taça de cristal. As imagens da família de Cristo vêm em porcelana dentro da taça. As funcionárias Sueli Prietto e Eliane Petean Arena passaram pela sala de exposições e aprovaram a idéia. Achamos educativo, comovente. É uma exposição que nos reporta a um nascimento que faz diferença na fraternidade entre os homens, disseram.