09 de julho de 2026
Geral

GEA prioriza abrigo para menores em 2001

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Todas as metas que o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente já traçou para alcançar em 2001 foram apresentadas na quinta-feira, durante o lançamento da campanha de incentivo fiscal do Imposto de Renda 2000. O evento foi coordenado pelo Grupo Empresarial de Apoio à Criança e ao Adolescente (GEA). Para cumprir essas metas, será utilizado o dinheiro arrecadado com a destinação do IR - feita por pessoas jurídicas e físicas - durante este ano. Segundo a diretora do Conselho, Maria Perroni, até o momento a receita de 2000 chega a R$ 27,4 mil. Entre as principais metas do GEA para o próximo ano estão a criação de um abrigo para meninas de rua (prioridade absoluta); convênio com o Centro de Valorização da Criança (Cevac); projeto suporte do Conselho Tutelar através de convênio com entidade particular; convênio com entidade particular para garantir atendimento a crianças e adolescentes a partir dos sete anos de idade, como drogadidos, meninos e meninas de rua, crianças e adolescentes vitimizados pelas famílias, entre outros itens; realização da IV Conferência Municipal da Criança e do Adolescente; convênio específico para continuar o projeto de abrigar adolescentes na Gilgal; formação continuada para os membros dos conselhos tutelares; instalação do Fórum Regional de Erradicação e Prevenção do Trabalho Infantil; continuidade das avaliações das políticas públicas em relação às crianças e adolescentes carentes; eleição e posse do novo Conselho de Direitos, em junho, entre outras. De acordo com Maria Perroni, a receita de 2000 obtida até agora teve as seguintes fontes: R$ 3,9 mil (pessoa jurídica); R$ 4,4 mil (pessoa física); R$ 5,3 (Festa do Domingo Sapeca); R$ 650,00 (leilão do pônei); R$ 6,5 mil (leilão do cavalo); R$ 1,3 multa de penas alternativas) e R$ 1,1 de rendimentos de aplicação. Até o momento, o total arrecadado já foi utilizado para pagar a implantação do Conselho Tutelar, compra de aparelhos de fax, convênio para abrigar 22 meninos de rua no Gilgal, capacitação das conselheiras tutelares, convênio com o Cips, despesas com o bip do Conselho Tutelar, entre mais algumas ações, segundo relatou Maria Perroni. Através da doação de um pequeno percentual do Imposto de Renda a ser declarado por pessoas físicas e jurídicas, o GEA vem investindo em projetos sociais direcionados a adolescentes e crianças carentes de Bauru. De acordo com Perroni, em 99 o total de R$ 107,3 mil arrecadados foram direcionados para diversos compromissos do GEA. Entre eles estão convênio com o Cips (R$ 16,2 mil); repasse do Conselho para o projeto Girassol (R$ 14,8 mil); despesas de consumo para os Conselhos de Direito e Tutelar (R$ 8,72 mil); internação de adolescentes para Conselho Tutelar em São Pedro (R$ 582,00), e vários outros. O titular da Delegacia da Receita Federal (DRF) em Bauru, Celso Pegoraro, que também participou do lançamento da campanha de incentivo fiscal 2000, faz uma observação interessante em relação à colaboração de empresários e pessoas físicas para esse projeto, ressaltando o exercício da cidadania. Não adianta as pessoas ficarem preocupadas somente em destinar imposto, limitado a um valor, pelo simples fato de colaborar. Elas têm que saber que o Estado não está tendo competência financeira para tocar essas obrigações que lhe cabem e assumir que, se nós não fizermos alguma coisa, estaremos sempre criando crianças que não têm sonho nenhum e que a única coisa que vai sobrar a elas é a clandestinidade, diz Pegoraro. Para o delegado, a destinação desse dinheiro ao projeto deve ser feita sem a preocupação em relação ao valor que será deduzido do seu imposto. A dedução é uma conseqüência, aponta. Pegoraro lembra que o projeto do GEA não só aceita a doação de dinheiro, como também de bens. Bens também podem ser doados, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas. O valor dos bens são aqueles valores contábeis, que estão ou na declaração de Imposto de Renda ou na escritura, ressalta Pegoraro.