Os leitores que desde há algum tempo nos venham concedendo a honra da sua atenção, sabem que temos defendido a hipótese levantada por nós há cerca de três anos, inclusive em um seminário internacional a que estiveram presentes personalidades oriundas de mais de quarenta países, segundo a qual o conceito de limite de homeostase, hoje tão em voga sobretudo no que tange aos ecossistemas, é aplicável também às civilizações. E que, no caso daquela de que somos parte, ele já foi ultrapassado, conduzindo-nos a um processo de degradação irreversível o que prenuncia, supomos, para futuro não muito distante, algo capaz de, sobre os escombros da atual, fazer surgir uma nova civilização. O detalhamento da hipótese em causa não caberia no espaço disponível no momento em que, àqueles que tenham o interesse e a possibilidade de fazê-lo, sugerimos que busquem em nosso site na Internet o referido detalhamento. Os que o fizerem verão que não se trata de nada relacionado a centúrias de Nostradamus ou, mesmo, à interpretação, sempre muito difícil, de textos apocalípticos, do Antigo ou do Novo Testamento. Trata-se de argumentação científica, de compreensão fácil e de fácil comprovação, características de hipótese válida e digna de exame.Tudo isso estamos dizendo, inclusive sem levar em conta indícios inquietantes, entretanto presentes, na multiplicação inusitada de fenômenos naturais como, por exemplo, inegáveis e fortes variações climáticas, com os seus conseqüentes furacões, enchentes e inundações, para não falar nos terremotos que, quase diariamente, são noticiados pela imprensa, inclusive entre nós, como o ocorrido recentemente em Brasília.No plano político, eterniza-se o conflito no Oriente Médio, e multiplicam-se outros, em várias partes do mundo. E, diante de uma gigantesca massa de desinformação, o público não percebe certas realidades e vai aceitando, na maioria dos casos, a interferência de um poder que se exerce sempre alegando a necessidade de defender-se a democracia e, com ela, os direitos humanos. E o grande padrão, o paradigma de tão nobres ideais, para a maioria têm sido os EUA. Pois bem; aí é que nos parece se haver manifestado o dedo da Providência por intermédio das chocantes revelações levadas ao conhecimento mundial sobre como, de fato, funcionam as instituições políticas naquele país. E o funcionamento revelado, de um confrangedor ridículo, traz consigo um vácuo de poder, em nível internacional, cujas conseqüências e desdobramentos têm o potencial de alterar dramaticamente os acontecimentos, daqui, para diante, naquele nível. Inclusive pela percepção de atores, até aqui camuflados, mas cuja presença e cujo poder tendem a tornar-se patentes dentro em breve.O que resultará de tudo isso? Só Deus sabe. Verificado, porém, o afastamento e o desprezo crescentes por todos ou quase todos os valores que alicerçaram a nossa civilização, a começar pelos relacionados à família e ao respeito à vida, supomos que nada de bom se prenuncia no horizonte e, ousaríamos dizer que a um prazo, no máximo, médio.(*) home-page: www.jorge.boaventura.jor.bre-mail: boaventura@jorgeboaventura.jor.br