O congresso nacional tem em seu poder a prerrogativa mais importante na estrutura institucional democrática da República, o de decidir tacitamente para onde caminha o futuro da nação.A reforma política é lança de rumos da democracia e deve ser tratada pelos representantes do povo com o devido respeito que merece a constituição federal, que paulatinamente é aviltada pelo presidente da república. Os partidos políticos tem papel fundamental na concretização da reforma e deverão ser responsabilizados historicamente por qualquer omissão, pagando pelo ônus político do ato desprovido do sentimento nacional de preservação da democracia; a fidelidade partidária, a detenção do mandato pelo partido, reestruturação do poder partidário, são fatores que fortalecerão o Estado Democrático de Direito reforçando assim a luta por uma sociedade mais justa e humana. É imprescindível que os setores organizados da sociedade brasileira clamem por mudanças nessa estrutura falida, que de maneira perniciosa semeia no seio da democracia o ódio e o desprezo pela classe política e as instituições democráticas. As forças motoras da sociedade civil se vêem cada vez mais impedidas de agir frente a tamanho despautério, constatado de eleição em eleição, onde o poder econômico que garantem, afrontando vergonhosamente preceitos constitucionais que garantem o pleno exercício de votar e ser votado sob condições de sujeição à égide da eqüidade, na garantia da legitimidade do pleito eleitoral.O projeto de reforma política está no congresso nacional, prestes a ser votado, porém grupos de deputados contrários a votação da reforma já se articulam, no propósito vil de defender seus interesses na promoção contínua da promiscuidade estabelecida entre o executivo e o legislativo, no objetivo único de proteger suas posições híbridas que só concorrem para o descrédito da classe política e o enfraquecimento do regime democrático. (Alex Gasparini - RG. 22417567-1)