O problema ocorreu porque houve um rompimento na rede do DAE, que passou a receber água da chuvaPor um acidente no conserto de uma galeria de água pluvial (da chuva) ontem pela manhã, cerca de 30 casas do Núcleo Édson Francisco da Silva (Bauru 16) receberam água com terra ontem pela manhã. Ao desentupir a galeria, os funcionários da Prefeitura acabaram rompendo a rede de água que abastece a parte baixa do bairro.Após o rompimento, a água da chuva que estava acumulada no local entrou na rede de água tratada e acabou chegando às torneiras de casas das ruas Arnaldo Miraglia e Marcelo Mariúzo. Os moradores, assustados com a cor e odor da água, comunicaram o Departamento de Água e Esgoto (DAE). Elisângela Andrade da Silva, moradora da rua Arnaldo Miraglia, guardou em uma garrafa uma amostra da água que estava saindo da torneira direta da rua, por volta das 9h30. A mostra contém muita terra e odor forte. Ela contou que percebeu que a água continha impurezas e em poucos minutos já estava vermelha.Achando que a água estava misturada a esgoto, possibilidade descartada pelo DAE, Elisângela avisou as vizinhas. Sueli Serrano Cirelli, outra moradora da rua Arnaldo Miraglia, também reclamou da água. Para ela, havia esgoto na água que chegou às torneiras pela manhã. Inês Sebastião, preocupada, disse que utilizou da água, quando ainda não estava chegando muito escura, para dar banho na sua neta, que é bebê.Geruza Moreno Gonçalves, outra moradora da rua, também disse que deu banho em sua filha de três meses com água meio escura, sem perceber a alteração. O mais grave, disse, é que usou a mesma água para fazer suco de laranja oferecido à criança. Ela estava observando o bebê para levá-lo ao médico caso apresentasse alguma reação.O DAE, logo após detectar o problema, orientou os moradores da parte baixa do Bauru 16 a fechar seus registros, para deixar de receber a água suja. Em seguida, passou a dar descargas na rede, para retirar toda a água suja da tubulação e limpá-la. Ao mesmo tempo, uma outra equipe fez a limpeza dos reservatórios domiciliares das casas atingidas. Na limpeza, para desinfecção, é usado cloro.Como os moradores estavam sem água potável, o DAE levou até o bairro um caminhão-tanque, até o restabelecimento do fornecimento de água normal. Mais de 20 funcionários do DAE, com várias máquinas, trabalharam no local ontem, além de uma equipe da Secretaria de Obras, que continuava a desobstrução da galeria pluvial. De acordo com a assessoria de imprensa do DAE, no final da tarde de ontem o abastecimento de água no bairro foi normalizado.