O ferroviário aposentado e especialista em extermínio de pragas, Waldomiro Rett, 80 anos, eliminou, recentemente, cupins que infestavam o telhado do Museu Ferroviário. Há 70 anos, Rett aprendeu a técnica de combater pragas como formigas e cupins, desde então, passou a trabalhar no ramo, obtendo reconhecimento pelos seus serviços. Nós temos muitos agradecimentos a ele por ter salvaguardado o patrimônio da cidade, afirmou Gilson Miguel Aude, chefe de seção do Museu Ferroviário.Rett usa técnicas especiais para afastar as pragas. Não mato formiga, eu mato a rainha. Quando tira a liderança vem o canibalismo. É como entre nós. Se tirar o governo, a lei, não é possível viver, afirma.Para ele, a destruição da natureza é o pecado do século 20. Ele diz que tem percebido o aumento das pragas urbanas devido ao desequilíbrio ecológico. Estou sempre plantando árvores e ensinando as crianças a amarem a natureza, só dessa forma a situação pode mudar, diz.Terra Branca Nascido em Jaú, em 1920, Rett mora em Pederneiras há 75 anos. Ainda criança, antes de tornar-se especialista em exterminar pragas, passava muito tempo nas matas de Bauru e região. Naquele tempo não havia televisão, rádio, nada. Então nós (crianças) íamos para a mata para se divertir. Para cima de onde hoje é a avenida Duque de Caxias, havia muitas árvores frutíferas nativas, como pitanga, gabiroba, araçá, jatobá, amora, entre outras, conta.Rett lembra-se de vários fatos que marcaram a história da cidade, como o speaker (locutor) chamando Bauru de Capital da Terra Branca, nos anos 30. Todo mundo usava chapéu, gravata e terno. Em Bauru, podia-se vir com terno branco de linho, pois não sujava. Dizia-se que em outras cidades que a terra vermelha sujava a roupa, lembra.