09 de julho de 2026
Geral

PSDB continua divergindo sobre estratégia partidária

Fernando Penna
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A reunião do Diretório Municipal do PSDB, realizada ontem na sede do partido, teve clima ameno. Os tucanos discutiram as questões financeiras do partido e os possíveis caminhos a serem seguidos até as eleições de 2002. Apesar da conversa, não foi decidida nenhuma posição formal sobre a divergência entre o presidente do partido, Rubens Spíndola, e o coordenador regional do PSDB, Élio Busch. Após a reunião, os membros do partido realizaram uma confraternização em um restaurante da cidade. Apesar do clima de festa, o presidente do partido e Busch continuam divergindo. Na opinião de Busch, quando Spíndola diz ser contrário ao retorno de antigos quadros ao partido, expressa sua opinião pessoal, e não a vontade do PSDB. Não existem nomes vetados no partido. A opinião do presidente não quer dizer que o partido pense dessa forma, afirmou. No que depender de Spíndola, dificilmente o deputado Pedro Tobias ou Tuga Angerami retornarão para o PSDB. Pedro Tobias hoje está muito mais próximo de ingressar no PT do que retornar para o PSDB, afirmou Spíndola. Para ele, o fato de Tuga ser contrário à política econômica do governo inviabilizaria sua volta ao partido. Observando os primeiros nomes que surgem para a sucessão de Fernando Henrique, não vejo possibilidades dessa política ser mudada, afirmou Spíndola.Pelos ânimos demonstrados pelos tucanos, o clima de calmaria deverá acabar em 2001. Quanto às finanças do partido, Spíndola disse que o PSDB não passa por dificuldades financeiras. Temos gastos administrativos, como o envio de correspondências, o aluguel da sede do partido, e por isso precisamos manter o controle. Ele afirmou que, apesar de não estar endividado, no momento o partido tem uma quantia irrisória em caixa.