09 de julho de 2026
Geral

Borges ainda crê na fusão PDT/PTB

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente do diretório municipal do PDT, Marcelo Borges, ainda acredita que o PTB e o PDT vão se fundir num único partido. As lideranças nacionais dos dois partidos estavam negociando a fusão, mas as divergências entre as partes colocaram um ponto final no projeto. Borges, no entanto, tem esperança de que a decisão seja revista e as negociações retomadas.Ele lembrou que PDT e PTB caminharam juntos nas últimas eleições municipais, quando disputaram a Prefeitura. O vice do ex-candidato Pedro Tobias (PDT) foi Ricardo Carrijo, do PTB. Se as duas legendas de aglutinassem seria melhor, avaliou.O pedetista lamentou as divergências que ocorreram entre as lideranças dos dois partidos e tem esperança que o projeto de fusão seja retomado. Nós temos um ótimo relacionamento com o PTB em Bauru. Vamos torcer para as conversações sejam retomadas, disse. Segundo Borges, os dois grupos políticos locais têm convergências e afinidades políticas.Se a fusão ocorresse hoje, a junção do PDT com o PTB formaria a maior bancada da Câmara Municipal na próxima legislatura. O PDT - que já detém o maior número de vereadores eleitos (6) - receberia o reforço de mais dois do PTB. No total, a bancada teria 8 parlamentares.Alguns pedetistas não acreditavam que as conversações entre PDT e PTB fossem render a fusão. O vereador João Parreira (PDT) avalia que as duas legendas têm perfis políticos diferentes. Os interesses dos grupos foram conflitantes. É difícil equacionar isso.SozinhosAs lideranças petebistas analisaram com satisfação o fim das negociações. O presidente do diretório municipal do PTB, vereador Rogério Medina, defende a tese de que o partido deve caminhar com as próprias pernas. O PTB é um partido que tem condições de caminhar sozinho. A legenda tem uma história política muito forte que começou com o ex-presidente Getúlio Vargas, avalia.O ex-deputado estadual Osvaldo Sbeghen (PTB) afirmou que se sentiu aliviado ao tomar conhecimento que as conversações entre entre as legendas fracassaram. Embora deixe claro que está afastado da política, o petebista explicou que lhe provocou ranço em saber que o ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, poderia fazer parte da nova legenda que estava em projeto.Sbeghen garantiu que se a fusão fosse concretizada, iria pedir a desfiliação do PTB. Com certeza isso iria antecipar a minha saída do partido, informou, adiantando que essa hipótese poderá vir a se concretizar futuramente.O vereador Roberto Bueno (PTB) disse que acompanhou o processo de fusão de longe. Fiquei à margem do processo. Ele afirmou que preferiu agir dessa forma porque haviam muitas especulações sobre o assunto. Essas especulações podiam ser verdadeiras ou não. Em nenhum momento do processo parei para fazer avaliações, finalizou.