08 de julho de 2026
Geral

Médicos do HC/Marília também param

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

O atendimento no Hospital das Clínicas está paralisado desde o dia 7 e já começa a sobrecarregar demais casas de saúdeMarília - A greve no Hospital das Clínicas de Marília já dura seis dias e ganhou ontem mais um reforço com a adesão dos 194 docentes e médicos da Faculdade de Medicina e Enfermagem de Marília (Famema). O movimento grevista mantém praticamente paralisadas as atividades das faculdades, Hospital das Clínicas, Unidade Materno infantil, Unidade Oftalmológica e Centro de Saúde Escola. Apenas casos de urgência e emergência estão sendo atendidos em plantões especiais montados por cerca de 30% dos grevistas. A Famema é estadualizada e a decisão de aderir ao movimento foi adotada dia 7 último, em apoio à reivindicação de suplementação orçamentária para garantir reajustes salariais, pagamento da segunda parcela do 13º salário e aquisição de equipamentos hospitalares. Os grevistas informam que faltam desde seringas e máscaras até alimentos para o atendimento aos pacientes. A greve da Famema mobilizou inicialmente os 1.482 funcionários da entidade. Em três dias de paralisação, aproximadamente 2,3 mil pessoas deixaram de ser atendidas no Hospital das Clínicas o que provocou o crescimento da procura pela Santa Casa de Misericórdia e Hospital São Francisco.Cerca de 460 alunos de medicina e 161 de enfermagem estão sem aulas. Em toda região, que abrange 35 municípios o HC presta atendimento a uma população estimada em um milhão de pessoas. Com a greve, estão sendo feitas apenas cirurgias de emergência. Aquelas consideradas eletivas, sem urgência, estão sendo adiadas. Os pacientes que chegam ao ambulatório para serem consultados também são dispensados ou orientados a procurar um outro hospital ou voltar em um outro dia. O hospital oferece atendimento 24 horas, com uma média mensal de internações em torno de 700. O HC de Marília é uma referência regional no atendimento médico. Hoje, nova assembléia deve ser realizada entre grevistas para se discutir os rumos da paralisação.A crise financeira, por que passa o hospital, seria o principal motivo da greve, segundo informações da assessoria de imprensa da Famema. Os funcionários reivindicam, entre outras coisas, melhores condições de trabalho e reajuste salarial.Para fechar o ano sem dívidas, o Governo teria que liberar, segundo a assessoria, cerca de R$ 5 milhões ao hospital. Esse dinheiro serviria para pôr em ordem o pagamento dos funcionários e dos fornecedores. Quanto à questão salarial, assessoria afirma que apenas 80% do salário de novembro foram pagos. A greve estaria servindo também para reivindicar esses 20% restantes do salário de novembro, além da garantia de pagamento da segunda parcela do 13º salário e dos vencimentos de dezembro, que devem ser pagos no início de janeiro, mas a diretoria do hospital já teria dito aos funcionários que não há dinheiro para honrar esses compromissos. Um reajuste salarial de 11,25%, a partir de maio e um abono de 28% a ser incorporado ao salário de abril, também fazem parte da lista de reivindicações dos funcionários.