08 de julho de 2026
Geral

Tem novidade no balaio

Fabiano Alcântara
| Tempo de leitura: 2 min

Balaio Brasil, ambicioso projeto do Sesc São Paulo, chega hoje a Bauru para comprovar fertilidade na cultura brasileiraAbram alas que eles vão passar. Três representantes da produção cultural alternativa do País chegam hoje ao Sesc Bauru para um dia de Balaio Brasil. A idéia do projeto do Sesc São Paulo é abrir espaço para grupos que estejam pesquisando novas linguagens ou criando o novo a partir do (aparentemente) velho. Assim, aportam no Sesc Bauru a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS), a Cia Trupe do Passo (RJ) e o grupo Sulanca (SE).As apresentações de hoje são extensões de uma hercúlea mostra acontecida nos Sesc da Capital. E da mesma forma que a instituição teve como meta democratizar o acesso à produção ainda sem grande visibilidade na grande mídia, cidades do Interior e litoral de São Paulo estão recebendo as itinerâncias dentro da mesma filosofia. Bom para os artistas e para o público de cidades fora do circuito das capitais.Tribo de Atuadores, Trupe do Passo e Sulanca vão passar, ao final do projeto, por 18 cidades. Algumas metrópoles regionais, uma cidades médias e outras bem acanhadas. A Capital de São Paulo é uma coisa e Interior é outra. Nós passamos por cidades que praticamente a população toda estava assistindo ao espetáculo, até porque o barulho atrapalharia quem quisesse ficar em casa, brinca a bailarina Francini Barros, da Cia Trupe do Passo. Dirigida pela respeitada coreógrafa Duda Maia, a Trupe apresenta um espetáculo que vem sendo muito elogiado pela crítica especializada: Cambindas, baseado em brincadeiras populares que deram origem ao maracatu rural.Para Tânia Farias, da Tribo de Atuadores, a experiência da itinerância enriquece o trabalho do grupo. A Tribo é formada por mistos de atores e ativistas, reunidos para um trabalho de levar o teatro para as ruas de forma a provocar uma conscientização política. Desde a época em que foi formado, há 22 anos, vem ganhando espaço no Rio Grande do Sul. Os gaúchos abrem a noite com A Saga de Canudos, seguidos pela dança da Trupe do Passo. Quem fecha a noite é um grupo sergipano que parece bem sacado desde o nome. Sulanca teve o nome tirado de feiras que aconteciam em Santa Cruz do Capiberibe (PE). Nestas feiras, costureiras vendiam peças de roupas feitas a partir de retalhos de elanca vindos do sul, a sulanca. Para quem é iniciado em fusões, aí vai a senha. Batidas folclóricas, dois tambores, baixo e duas guitarras. Popular e para pular. Serviço Balaio Brasil, no Sesc Bauru, hoje, a partir das 19h. Grátis. Apoio: Sindicato do Comércio Varejista de Bauru. Informações no Sesc Bauru, avenida Aureliano Cardia, 6-71. Informações: 235-1750.