08 de julho de 2026
Geral

Ponte do Açúcar é interditada por 16h

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Mergulhador da Marinha desceu até à base do pilar atingido por embarcação e concluiu que dano foi pequenoBarra Bonita - A ponte da rodovia SP-255, que passa sobre o rio Tietê, e que liga Igaraçu do Tietê a Barra Bonita, conhecida como Ponte do Açúcar, foi liberada no fim da tarde de ontem após ter permanecido interditada por mais de 16 horas, em razão de um acidente que abalou um de seus pilares de sustentação.O acidente ocorreu nos primeiros minutos de ontem, por volta da meia-noite e meia, e foi causado pela colisão de um comboio carregado com farelo de soja em um dos pilares usados para sustentar os 100 metros, aproximadamente, da ponte de concreto que fica entre as duas cidades.Segundo o comandante da Capitania Fluvial da Hidrovia Tietê-Paraná, em Barra Bonita, o capitão-de-fragata Júlio César Marcondes Knust, a Marinha irá instaurar um inquérito administrativo para saber com exatidão o que aconteceu. Qualquer conclusão agora seria um ato de precipitação, nas palavras do comandante. Porém, comenta-se extra-oficialmente que poderia ter ocorrido uma sabotagem.O comboio, carregado com uma tonelada de farelo de soja, estava preso poucos metros acima da ponte, próximo a barragem. O cabo se soltou misteriosamente e o barco ficou à deriva e desceu correnteza abaixo, vindo a chocar-se com a ponte. Logo após, a Capitania foi informada do acidente e, por sua vez, acionou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o qual providenciou a interdição imediata do tráfego sobre a ponte. A Capitania emitiu um aviso aos navegantes, proibindo-os de trafegarem sob a ponte, até que fossem constatadas as reais proporções dos danos.Com a chegada do diretor da regional do DER de Bauru, Raul Andrade Cardoso, por volta das 4 horas, foi feita uma avaliação preliminar das condições da ponte e, logo em seguida, foi liberado o tráfego de veículos em apenas uma das faixas. E assim permaneceu até que os representantes da Marinha, do DER e do Departamento Hidroviário, ligado à Secretaria dos Transportes, concluíram que os danos causados pelo acidente não eram tão preocupantes. A decisão foi tomada depois que um mergulhador examinou as bases do pilar atingido e não encontrou nenhuma situação de risco.Por volta das 17 horas, o tráfego tanto de barcos como de veículos, em sua maioria pesados caminhões usados no transporte de cana-de-açúcar, foi liberado pela Capitania e pelo DER, respectivamente. A SP-255 liga a cidade de Jaú à rodovia Marechal Rondon, próximo a São Manuel. A Usina da Barra, produtora de açúcar e álcool, fica às margens dessa rodovia e por isso muitos caminhões trafegam por ela, o que acabou formando um pequeno congestionamento no momento de realizar a travessia da ponte, em ambos os sentidos.O fluxo foi controlado pela Polícia Rodoviária de Igaraçu do Tietê, que não soube precisar quantos veículos, em média, estavam atravessando a ponte, mesmo com sua interdição parcial.Segundo informações da Capitania, esta foi a primeira vez que a ponte foi afetada por um acidente semelhante. De acordo com o comandante Knust, acidentes dessa natureza passaram a ser objetos de muito estudo por parte da Marinha. Para evitá-los, diferentes tipos de proteção (móveis ou fixos) de pilares estão sendo providenciados. Como exemplo, Knust citou a ponte sobre o rio Tietê, em Pederneiras. Depois de vários acidentes, os quais resultaram em imensos transtornos aos motoristas e passageiros, os pilares da ponte, entre os quais passam as embarcações, receberam proteções móveis que têm como função evitar que esses acidentes aconteçam novamente.