Pela 2.ª vez em menos de 15 dias, foi levada do loteamento grande quantidade de cabos de alumínio da rede de energiaO loteamento rural Cinturão Verde, localizado no quilômetro 356 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Marília), foi vítima novamente da ação de ladrões. Pela segunda vez em menos de 15 dias, foi levada do local grande quantidade de cabos de alumínio (tipo A 10 sem alma) que serviam à transmissão de energia. A DIG/Garra investiga os furtos, mas ainda não tem pista dos autores.O proprietário do loteamento, José Martinho Teixeira da Silva, da imobiliária Obradec, calcula que pelo menos dois mil metros de cabos tenham sido subtraídos entre o primeiro e o segundo furtos, ocorridos, respectivamente, nas madrugadas do dia 27 de novembro e de anteontem. O material pesaria mais de 1.500 quilos e, se novo, valeria aproximadamente R$ 9,5 mil. No primeiro furto, os ladrões - suspeita-se que sejam mais de um por conta da quantidade de material levado e pela complexidade de sua retirada - levaram os cabos situados entre os lotes de número 11 até o 36. Desta vez, completaram o serviço até o número 40, deixando todos desabastecidos de energia. Na opinião de Silva, os ladrões só não atacaram os primeiros lotes em virtude da proximidade com o canil Von Traun. O Cinturão Verde, que se divide em 40 lotes para chácaras, ainda não dispõe de rede de iluminação, mas os cabos furtados conduziam a energia necessária para o bombeamento de água e serviços como corte de madeira. As duas construções em andamento no local estão praticamente paradas em razão dos furtos.Embora a polícia não tenha pistas sobre os furtos, Silva acredita que os cabos tenham sido levados por um grupo de pessoas, entre as quais deve figurar um especialista em eletricidade. Foi necessário desligar o transformador de alta tensão para evitar os choques e isso não é coisa que qualquer faça. Quem o fez, domina a técnica, perfila o proprietário, que também suspeita de outros movimentos e proezas. Eles precisariam de uma camionete ou caminhão para transportar os cabos e de uma escada razoável para galgar o poste. Não sabemos quem foi, mas uma denúncia anônima apontou alguns moradores do Fortunato Rocha Lima, indicou. Amargando o prejuízo - a linha de energia é particular porque ainda não tem o consumo mínimo exigido pela CPFL -, Silva demonstra preocupação com o crescimento de furtos dessa natureza. No loteamento de um amigo dele, situado próximo à Unip, por exemplo, os ladrões teriam tido a ousadia de levar o próprio transformador de energia. Outra vítima dos ladrões estaria sendo a desativada Granja Ito, que também fica na Bauru-Marília. Os cabos de energia do local já teriam sido totalmente retirados, sem falar de outros vários materiais que vêm sendo retirados aos poucos. Os saques que destruíram o Country Club estão se repetindo na Granja Ito, denunciou.