08 de julho de 2026
Geral

IAC pode instalar em Bauru posto de pesquisa avançado

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru poderá ter um posto avançado do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Domingos Malandrino, diretor de Agricultura da Secretaria de Municipal Agricultura, informou que o Instituto, ligado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, está analisando a documentação para o convênio, que envolverá, também, a Universidade do Sagrado Coração (USC) e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Se tudo correr bem, o contrato deve ser assinado até março.Malandrino explica que a USC entra com a parte de campo, cedendo espaço em sua fazenda. A Unesp participa com pesquisadores e incumbência de alavancar recursos para pesquisas, junto a órgãos especializados. O IAC entra com a tecnologia já existente, com suporte de pesquisa e com orientação de campo, enquanto a Secretaria Municipal de Agricultura vai integrar os produtores e levá-los para os projetos.Inicialmente, o plano é partir para pesquisas na área de fruticultura, que tem condições favoráveis na região. Um exemplo seria o cultivo de uva e morango, entre outras frutas que podem ser muito rentáveis na região.Malandrino lembra que Bauru tem uma área de 70,2 mil hectares (ha), dos quais 54,5 mil ha estão em áreas rurais, num total de 640 propriedades, das quais 590 são consideradas produtivas o restante é para lazer -, sendo 68% do total com área menor do que 50 ha.O diretor de Agricultura destaca que 42% dos proprietários rurais da cidade têm curso superior. Para ele, isso é de fundamental importância na hora de fazer o convencimento para entrada em projetos, com embasamento tecnológico.O IAC não terá um escritório na cidade, mas um posto avançado, com a administração de todos os órgãos e entidades envolvidas. Isso já ocorre em outras cidades do Estado, nas quais são desenvolvidas pesquisas dirigidas às características de cada uma das regiões a que pertencem.TratorA Secretaria Municipal de Agricultura também vem realizando trabalhos com trator em pequenas propriedades rurais da cidade. O equipamento foi comprado com recursos obtidos a fundo perdido do Governo Federal.De acordo com Malandrino, é cobrada uma taxa de R$ 12,78 por hora de utilização da máquina. Ele diz que isso representa 50% do preço de mercado. Queremos ajudar os pequenos produtores, afirmou.