09 de julho de 2026
Geral

Delegado começa a ouvir responsáveis por obras na Ambev e aguarda laudos

Redação
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Agudos - A Polícia Civil de Agudos começou a ouvir ontem representantes das empresas responsáveis pela execução de obras nas dependências da Companhia de Bebidas das Américas (Ambev). A medida faz parte da apuração das condições em que ocorreu o acidente que causou a morte de três operários e ferimentos em outros dois, na tarde de anteontem.Os depoimentos, segundo o delegado que preside o inquérito sobre o acidente, Eron Veríssimo Gimenes, serão confrontados com laudos de exames periciais que devem ficar prontos num prazo aproximado de dez dias. De acordo com o delegado, ainda é cedo para dizer se houve falha humana ou técnica.A assessoria de imprensa da Ambev afirma que as fábricas da empresa seguem rigorosos padrões de segurança. A Ponto Civil Empresa de Engenharia, de Curitiba/PR, que presta serviço para a Ambev, em nota divulgada, credita o acidente a uma falha humana.O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas da Construção Civil, por sua vez, discorda da empresa e acredita na possibilidade de que os trabalhadores pudessem estar desenvolvendo atividades sem as condições devidas de segurança. O presidente do sindicato, Cláudio da Silva, disse ontem que aguarda a conclusão de laudos periciais para muito provavelmente fazer uma denúncia junto ao Ministério Público.O dia ontem em Agudos foi de tristeza, já que os três trabalhadores mortos, Edmílson Antonio Araújo, 20 anos, Marco José Pinto, 33 anos, e Milton José Almeida da Silva, 34 anos, eram moradores da cidade. Eles morreram ao receber uma descarga elétrica enquanto trabalhavam na fundação de uma obra de ampliação da unidade de Agudos da Ambev, mais conhecida como fábrica da Brahma. Os outros dois operários, Nélson Batista, 58 anos, e Aparecido dos Santos Francisco, 18 anos, também de Agudos, continuavam, até o começo da noite de ontem, internados no hospital de Agudos, em recuperação.