10 de julho de 2026
Geral

Klever Kolberg disputa o Rali Paris-Dakar 2001 com o novo Pajero Full

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O novo século vai começar com muitas emoções para pilotos e navegadores de diferentes países. É que no dia 1 de janeiro será dada a largada para o Rali Paris-Dakar 2001, considerada a prova off-road mais difícil e perigosa do mundo. Vinte dias de muitos desafios, superando 12 mil quilômetros de aventura, passando pela França, Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali e Senegal, com chegada prevista para o dia 21 de janeiro. E na categoria Carros, mais uma vez o Brasil estará representado pelo piloto Klever Kolberg, da equipe BR/Lubrax. Será a sua 14ª. participação consecutiva na competição e a quinta entre os carros. Sempre com Mitsubishi Pajero.Na edição 2001, Klever estará em busca da vitória em uma nova categoria, a T2 Maratona, pilotando um novo carro: o Mitsubishi Pajero Full 3 portas, modelo recém-lançado no Brasil. Apostando em sua experiência e em toda a resistência do veículo, o brasileiro quer chegar entre os dez primeiros na classificação geral e comemorar o título da categoria. No ano passado, com um Mitsubishi Pajero Evolution, Klever terminou em 14.º no geral e em segundo na categoria T1 Maratona.Eu comecei competindo no Dakar entre as motos. Foram nove anos. Aí, fiz minha estréia nos Carros, com um Pajero 3.0. Depois, o Pajero 3.5 e, na edição anterior, em 2000, eu pilotei um Pajero Evolution, o que já era um verdadeiro sonho. Foi o máximo. Mas, mais uma vez, a Mitsubishi se superou e, agora, vou para a prova com um Pajero Full, que traz como principal evolução o chassi integrado ao monobloco e os sub-chassis dianteiro e traseiro, projeto que veio da competição, trazendo a mesma resistência e maior rigidez à flexão e à torção. Esta inovação permitiu um novo layout, reposicionando alguns componentes principais, como o tanque de gasolina. Com isso, o carro ficou mais estável e mais equilibrado, com maior capacidade de superar obstáculos mais altos, explica Klever.Outro destaque, segundo o piloto, é o sistema de transmissão. O sistema anterior, o Super Select, já era o que havia de melhor. Mas, agora, foi desenvolvido o Super Select 2, com engate eletrônico e sistema de distribuição variável de torque entre eixos. Isso significa que o carro é mais seguro e mais fácil de dirigir. É inteligente. E também temos que falar do freio. A Mitsubishi evoluiu o ABS para um sistema que controla a frenagem em cada roda, garantindo uma frenagem tranqüila e eficiente, seja no asfalto, no seco ou no molhado, na terra, barro, na reta ou em curvas. Um sistema que reconhece e amplifica o esforço, observa.Pequenas alterações para a competiçãoO Pajero Full que Klever usará no Paris-Dakar tem pequenas diferenças em relação ao carro de produção. O veículo de competição é praticamente o comprado na concessionária, com vidros elétricos e muitos acessórios originais. As mudanças maiores ocorrem na parte de segurança, com itens indispensáveis para enfrentar uma prova como essa. Gaiola, cintos de segurança especiais, bancos de competição, tanque de gasolina especial, sistema contra incêndio e chave do circuito elétrico são obrigatórios, assim como molas e amortecedores de competição.Um novo carro, uma nova categoria e um novo navegador. Agora, Klever estará competindo ao lado de Bruno Cattarelli, que já foi campeão na categoria T1 do Paris Dakar. Nas duas últimas edições do rali, eu terminei em segundo lugar na T1 Maratona. Agora, correndo na T2 e tendo o Bruno como navegador, estarei mais uma vez buscando o título. E para isso, nossa experiência e a resistência do Pajero serão decisivas, explica Klever, 38 anos, que faz questão de mostrar as vantagens do modelo sobre os concorrentes. Temos um carro resistente, de alta performance e tecnologia. Para participar do rali, não basta um veículo ter apenas desempenho. É preciso ser confiável, pois no deserto não existem boxes para dar uma paradinha e fazer um reparo. Ao longo dos anos, no Paris-Dakar, o Mitsubishi Pajero tem mostrado toda a sua eficiência, comenta o piloto.