07 de julho de 2026
Geral

Entrelinha

Redação
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CombustívelA disputa pelo comando da Câmara Municipal parece ser o combustível que a militância do PDT andava precisando para esquecer de vez a derrota eleitoral de 1 de outubro. Esta foi a tônica da movimentada reunião que o comando do partido finalmente realizou, ontem. TemperaturaPortanto, começa a esquentar a disputa pela sucessão do Legislativo. A candidatura de Walter Costa (PPS) não deverá ser tão facilmente aceita, pelo menos pelos filiados dos partidos de oposição. Quanto aos vereadores eleitos, essa é uma outra conversa. Afinal, partido, no Brasil, é visto apenas como meio para se chegar a um cargo público.RepresentatividadeO PDT não fechou questão, ontem, sobre nomes e nem mesmo sobre a postura de ter candidato próprio. Mas é bem provável, pelo tamanho de sua representatividade, que não vai querer apenas coadjuvar a eleição da Câmara. Isso ficou claro no primeiro encontro da militância e das lideranças após a eleição.Infidelidade?Caso se confirme mesmo a intenção de Faria Neto, José Humberto Santana e de Renato Purini, todos pedetistas eleitos, de se somarem ao esquema eleitoral do Palácio das Cerejeiras (não houve desmentidos), a direção do PDT se verá diante de uma situação delicada. Se fechar questão em um candidato próprio, poderemos assistir a um caso de infidelidade partidária.DemocraciaPerdemos a eleição e não somos governo. Na mais velha democracia que se conhece, quem perde fiscaliza e quem ganha governa, filosofou o deputado Pedro Tobias, com uma lógica que serve de recado e deve incomodar bastante o grupo que sempre coloca interesses pessoais acima dos interesses do partido. Por isso a reforma política é urgente.DistorçõesO próprio PDT, entre muitos outros, é um exemplo das distorções da vida partidária brasileira. Não é de se estranhar que haja defecções logo após a eleição - como pode ocorrer na eleição da Câmara - uma vez que, antes dela (eleição), boa parte das filiações foi muito mais circunstancial do que por afinidade ideológica.Advogados do povoCurioso o levantamento feito pela repórter de política do JC Daniela Bochembuzo sobre a formação profissional dos vereadores eleitos. Quase metade da futura Câmara Municipal (nove parlamentares) é formada por advogado, embora a maioria não seja militante. Leia na página 4. Espera-se que, a partir de agora, sejam advogados do povo.RevelaçõesPor falar na Câmara, está rendendo revelações interessantes a série de matérias com os vereadores eleitos de Bauru. Depois de José Eduardo Ávila fazer uma defesa do ex-prefeito Izzo Filho, na edição de ontem Leandro Martins falou com saudosismo do regime militar. Além do mais, pouca gente sabia que ele já foi toureiro de circo.Alegria e tristezaO discurso do prefeito Nilson Costa, ontem de manhã, na inauguração do Núcleo de Saúde do Parque Jaraguá, foi contrastada pela alegria e pela tristeza. Ao mesmo tempo em que fez referência festiva ao primeiro ano de federalização das dívidas de Bauru, lamentou a denúncia contra o seu governo, por improbidade, feita pela Promotoria Pública (página 10).